quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Contos Sujos - Convites - Parte 2


Se você não está acompanhando este conto, a primeira parte está logo aqui em baixo. Se está manda bala na segunda!

Nunca havia colocado um smoking na vida. Por isso não economizou. Comprou um com corte especial. Vestiu-se e tomou um taxi para a festa. Do seu apartamento no centro, até a mansão, demoraria pouco mais de 30 minutos. Enquanto o carro atravessava Big City, manuseava o convite em suas mãos, ainda duvidoso da proposta:

-por que fui convidado para esta festa?

Quando o carro cruzou o portão da mansão, teve a noção exata do tamanho da casa. Era enorme. Quadras de tênis, piscinas e tudo que o dinheiro poderia comprar. Um grande pista de dança estava montada na áreaa externa. Por um momento, esqueceu-se do que lhe atormentava.

Ocarro parou. Desceu logo em frente ao portal principal. Vários seguranças recebiam os convidados e recolhiam os convites. Cat entregou o seu, e se dirigiu ao interior da casa.

Estava cheia. Muitos bebiam champagne fino. Outros se posicionavam nas mesas de jogos. Faltavam menos de 10 minutos para que um novo ano chegasse. Tentou se posicionar em algum lugar tranquilo, para poder ver os fogos. Com uma rápida olhada, viu uma varanda no fundo do salão, em que ainda não havia ninguém. Pegou seu copo e se dirigiu para lá.

Continua...

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Contos Sujos - Convites - Parte 1


Ao contrário do natal, o fim de ano em Big City sempre foi agitado. Os poucos que ficavam BC não tinham mais nada a perder. Não costuavam ter família ou amigos. Os bares que levantavam as portas, ficavam cheios dos piores tipos.

Festas nas áreas centrais da cidade agitavam os que tinham pouco dinheiro para comemorar. Mas não havia uma, em que não houvessem bebidas em grandes quantidade, e drogas dos mais diversos tipos. Quem ficava, queria se desligar da realidade de alguma forma.

Na área sul da cidade, ficavam as grandes mansões de negociadores, empresários, golpistas e traficantes. Para estes ficar em Big City nesta época era obrigação e garantia de lucro fácil. A procura por entorpecentes era tão grande, que até o preço de produtos de qualidade duvidosa eram inflacionados.

Cat, o vendedor de tablets nunca havia ganho tanto dinheiro na vida. A semana tinha sido de muito trabalho. Viciados ligavam a todo o momento. Mesmo com Jhon Baker controlando o tráfico na cidade, não houve como recusar tantas propostas.

Depois do episódio da rua, em que quase havia sido pego pela polícia, tentou ser o mais discreto possível. E mesmo assim, antes do fim da semana já havia vendido todo o estoque de tablets que tinha guardado em seu apartamento. Tinha mais de 6000 dólares guardados, em dinheiro vivo. Com aquele dinheiro, poderia comprar muito mais droga.

Não reparou, enquanto fechavasua contabilidade, o envelope que havia sido jogado por debaixo de sua porta.

Foi até a porta e pegou o envelope. Não havia nenhuma inscrição do lado de fora, apenas uma etiqueta de lacre, fechando o conteúdo. Abriu e analisou papel que havia dentro. Era bem ornamentado, com dizeres simples:

“Você está convidado para a festa de fim de ano na Mansão Dodger. Não é necessário confirmar presença. Traje obrigatório: smoking. Apresentação indispensável do convite”.

As maiores festas de reveilon eram na mansão Dodger. A fama já vinha de anos. Cat nunca tinha ido a nenhuma delas. Escutava boatos de que bebidas, jogo e prostitutas eram os principais atrativos da festa. Drogas eram liberadas, mas por conta de cada convidado. Não havia como recusar uma proposta como essa. Porém o que Cat pensava era por que havia sido convidado, e quem tinha interesse na presença dele. Ainda sim, era irrecusável.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Imagem Suja-The Corporation


Fim de ano. Compras. Peixes grandes cada vez maiores. Peixes pequenos fazendo dívidas. Orgia financeira. Prestações nas casas Bahia. Tudo em 24 vezes ou mais. Uma boa pedida é o documentário The Corporation, desmascarando como pessoas jurídicas interferem na sua vida como pessoas reais. Aqui o trailer, legendado em espanhol. No Youtube, procure por The Corporation. O documentário completo está disponível.

video

Mais do que fome, é vontade de comer. Mais do que vestir é se sentir.

Marc Balender

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Cultura Suja - O Jogo dos 7 Erros


Estamos perto do Natal e do Ano Novo. Todos reunidos em nome de Jesus. Todos ansiosos para ver o presente que vamos ganhar e os parentes que moram longe. É uma data perfeita para agradar crianças e animais domésticos. O objetivo desta matéria, e arrisco dizer, de todo o blog, é desmascarar o fim de ano. Para isso nós insistimos em apontar os “furos” presentes nessa festividade. Corrijam-me se eu estiver errado.

1)Amnésia inconsciente. Nessas datas todos somos amigos. É tempo de esquecer antigas mágoas, até que o próximo ano se inicie. No dia 2 de janeiro de 2010 estaremos fazendo fofocas e intrigas, além é claro do pouco caso a respeito dos presentes ganhos.

2)Felicidade comprada. Quem tem o Natal mais feliz é aquele que ganha o melhor presente. Quanto a isso, não se preocupe. Afinal, aquela sua tia rica, de quem você esperava muita consideração, mandou a secretária comprar um presente bem barato e ainda escreveu seu nome errado no cartão de “Feliz Natal”.

3)Igreja lotada. A igreja mais próxima de sua casa estará lotada na véspera de Natal. Sinal de que alguns se lembram de que Natal não é só comércio. Pena que logo apenas os beatos freqüentarão o espaço.


4)Simpatia e camaradagem. Nunca foi tão fácil fazer novas amizades. Do pedreiro ao playboy, todos formarão um círculo de calor humano intenso. Aproveite, pois daqui a alguns dias você não será mais tão popular.

5)O inimigo não mora mais ao lado. Seu vizinho não está mais com raiva de você, porém deve estar se gabando pelo fato de a casa dele estar mais bem decorada.

6)Ano novo, vida nova. Por um momento chegamos a acreditar que a virada do ano significa crescimento pessoal. Não creio que isso seja verdade, afinal o ano já começa com embriaguez. Eu posso até perder vícios, mas não vou adquirir virtudes.

7)O sétimo furo ficará por conta do leitor. Apontem o que eu esqueci de dizer. E, a propósito, um bom Natal e Ano Novo pra vocês. Aproveitem a festa sem se deixar contaminar pelo ambiente dissimulado ao redor. Até o Carnaval.

Lilly Rose

sábado, 26 de dezembro de 2009

Imagem Suja-Logo Sanders


Para você que nuca foi ao Sanders, esta é a logo do bar.



Amanhã tem mais.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Sujos Factual-O preço do natal


A principal pauta do fim de semana na mídia é conhecida: a corrida desenfreada pelo consumo natalino. Todos os anos as vendas crescem 15% ou um pouco mais. Empregos temporários são criados “ao deus dará”. São frutas cristalizadas, bonecas da Barbie encalhadas, DVDs da Xuxa remasterizados e todo tipo de panetone, comercializados em quantidades surreais. Quem fica fora da festa, está no mínimo ferrado.

E sim, os shopping centers lotados. Agora fica a pergunta: você olha para a vitrine, e vê uma camisa custando pouco mais de R$ 400,00. E junto você ainda leva um conjuntinho camiseta/casaquinho pela bagatela de R$ 100,00. Quais os atributos que levam a crer que seu “look 2010” custa realmente o que você está pagando?

Natal é época de pose social. Faz parte mostrar que se pode. E que natal pode ser melhor qunado se tem uma etiqueta para demonstrar status?Ou um presente posudo? Mais do que o valor do produto, o que se compra é poder. E se está na vitrine, pode crer que há alguém que se dispõe a efetuar tal operação monetária/moral.

Sobre os valores que são celebrados nesta época, também há o que se dizer. Paz, felicidades, conquistas normalmente são compartilhados com nossos amigos ocultos. Com um investimento muito menor (variando entre R$10,00 e R$ 20,00) garantimos o “agrado”, e votos de um futuro glorioso.

É claro, renovar as esperanças é sempre válido. Mas renovar as idéias também vale muito a penam. E isso não tem preço, nem etiqueta de grife.

Marc Balender

Contos Sujos - AVelho Safado - Parte 3


Se você não acompanhou as duas primeiras partes deste conto, elas estão logo aqui em baixo. Se acompanhou, manda bala na última!

Enquanto caminhava em direção ao fundo do bar, o velho papai noel observava Suzan. Seu olhar não tinha nada de paterno ou de angelical. Ia de cima para baixo, como um raio x, tentando enxergar cada curva do corpo da mulher. Suzan sentiu-se incomodada, pois percebeu que Mass poderia estar certo. Tentou manter a postura. Chegou até a mesa, e serviu o drink.

-seu drink senhor.

O papai noel, olhou de cima em baixo novamente. O top apertava os seios, que pareciam querer saltar para fora do decote. O velho olhou sem qualquer tipo de pudor. Deu um grande gole no copo, e antes que Suzan se virasse para ir embora, iniciou o diálogo:

-minha jovem, um velho como eu fica muito sozinho neste dia...

Suzan olhou para o sujeito constrangida. Tentou disfarçar:

-imagino... o senhor deve ter trabalhado demais hoje. Deve estar cansado, talvez seja melhor ir para casa dormir.

Com outro gole, o papai noel terminou o drink. Enquanto limpava parte do líquido que escorria pela boca, segurou o braço de Suzan, mantendo o diálogo:

-não quero dormir minha filha. Gostaria de companhia para terminar minha noite de natal – enquanto falava, enfiava uma de suas mãos dentro da calça. Suzan olhou para trás, e não viu Mass. Olhou para o rosto do velho, envergonhada:

-por favor, não faça isso. Olhe para a placa em cima do balcão. Não tente comprar meu tempo.

O papai noel mudou o tom de voz, carregando sua fala com rancor e grosseria:

-olha só sua puta, eu tenho o dinheiro que você...

A frase foi interrompida por um grito agudo e rápido. Billy boy, o taco de beiseball já havia acertado a cabeça do velho, que caiu desmaiado no chão. Todos olharam a cena. Suzan, olhou assustada para Mass. Ele a olhou de volta. A frase que saiu de sua boca fui curta e grossa:

-ele sabia das regras. E eu também nunca acreditei em papai noel.

Mass arrastou o velho até o lado de fora. Sua cara agora estava exposta do lado de fora do bar. Billy Boy nunca esperaria ganhar um presente de natal tão bom.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Contos Sujos - Velho Safado - Parte 2


Se você não está acompanhando este conto natalino, manda bala na primeira parte que está logo aqui em baixo. Se está, manda bala na segunda!

A ceia foi melhor do que Suzan esperava.Realmente havia muita fartura. Naturalmente, todos trocaram desejos e votos natalinos. Risos e abraços fizeram que a noite tivesse um gosto menos amargo. Pelo menos era o que parecia. Pouco depois da meia noite, todos já estavam no salão, inciando o expediente.

Uma pequena aglomeração já se posicionava no lado de fora do bar, esperando a porta ser aberta. Quando a porta se abriu, uma onda invadiu o Sanders de uma só vez. Todos ali só queriam ter algo no natal, mesmo que fosse um copo de gim tônica de qualidade questionável.

Todas as garotas vestiam trajes natalinos, o que as deixavam ainda mais sexy. Porém, ninguém era louco de infringir a principal regra do Sanders. Não tentar comprar o tempo das meninas. A pena, também exposta no bar, era levar uma sova do taco de beiseball de Big Mass. Porém, quando o relógio já marcava uma da manhã, uma figura inusitada entrou pela porta do Sanders.

Andando lentamente, e com uma bengala, um velho papai noel entrou pelo Sanders. Todos olharam espantados para a figura. O velho tomou rumo de uma mesa no fundo do bar e se acomodou lentamente. O próprio Big Mass fez questão de atendê-lo.

-boa noite, o que o senhor vai querer?

Falando como o próprio noel, o homem disse:

-meu filho, traga um conhaque por favor. Está muito frio, a noite foi de muito trabalho. Preciso me aquecer – falava, enquanto observava as garotas dançando no palco central.

Big Mass foi até o balcão e preparou a bebida. Olhou para Suzan que estava no caixa e disse, quase que sussurrando.

-Isso vai dar merda.
-O quê Mass? O papai noel? Ele só quer tomar uma bebida, qual o problema? – Disse Suzan, enquanto tomava o copo das mãos de Mass – pode deixar que eu mesma vou servi-lo!
Suzan, pegou o drink, e se dirigiu para a mesa onde estava o velho noel.

Continua...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Contos Sujos - Velho Safado - Parte 1


Big City não era uma cidade propriamente bonita. A fuligem e a sujeira que deixavam a cidade cinza durante boa parte do ano, nesta época, davam lugar ao aspecto frio e intimista da neve e das poucas luzes de natal. Não havia o que comemorar, pelo menos para quem ficava na cidade. Ficar “BC” normalmente era encarado como um castigo.

Suzan havia sido premiada. O Sanders iria ter expediente na noite de natal. Um sorteio havia sido feito para decidir quais garotas dançariam. A data particularmente era tida pelas garotas como a pior do ano. Quem ia ao clube normalmente estava sofrendo a mesma pena das dançarinas.

A única vantagem do dia era comer a farta ceia, regada a todo tipo de drink, que Big Mass, e o taco de beiseball Billy Boy serviam. Este, ficava indo e vindo na mão de seu dono, enquando todos comiam sem qualquer tipo de cerimônia.

Não era uma família. Mas pelo menos todos sentiam um pouco de conforto em meio ao caos que a cidade e a vida transformara.

Nesta data, apenas bêbados, bandidos, velhos e todo tipo de gente que não tinha onde ou com quem passar o natal dava as caras no Sanders. Suzan havia sido escalada para trabalhar servindo. Não dançaria esta noite.

Continua...

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Sujos Factual-10 coisas que você não escapa


Vamos combinar. Se você gosta de fim de ano, natal, tapinha nas costas, é melhor nem ler este o post. Se você dá bolinha para isso tudo e se diverte com a babaquice geral, então manda bala em 10 coisas que você não vai conseguir escapar neste fim de ano:

Amigo oculto corporativo
Você tirou aquele cara que sempre te olha de rabo de olho, e tá doidinho para te passar a rasteira. Nunca foi tão difícil dar um presente entre R$10,00 e R$20,00 na sua vida. Sua vontade era dar um panetone bomba para o sujeito. O presente não agrada. Você fica constrangido.

Festa de fim de ano na empresa

Aquela mina que você sempre procurou evitar, e que te dá mole todos os dias bebeu além da conta, e fica olhando para você de forma insinuante. Seu chefe bebeu demais e acha que é o seu melhor amigo. A cerveja está quente e é de qualidade duvidosa. A entrega dos presentes do amigo oculto só acontece no final da festa. Não há chances de escapar.

Retrospectiva 2009

Você vai tentar ingnorar. Vai tentar fugir. Porém, ela vai te pegar. Se o Michael Jackson morreu. Se o Massa bateu. Se o Rubinho perdeu (de novo). E se o Faustão emagreceu, você vai ter que rever. Chapelin te encontra, onde você estiver.

Especial Roberto Carlos

Rei é rei, não há o que dizer.

Parentes distantes. Intimidade zero.
Família toda junta. Encontro festivo. Todos se abraçam. Porém, a maioria dos seus tios nem conversa com você o ano todo. Você já está trabalhando, e ainda lhe perguntam como foi o vestibular. Constrangimento geral. Entre abraços e sorrisos, você tenta ser gentil, mas não consegue disfarçar a artificialidade.

Maratona de São Silvestre
Esquece. Quem vai ganhar de novo é um keniano.

Cidra Cereser
Tem sempre um engraçadinho que insiste que cidra é ótimo, e aparece com duas ou três garrafas, de sabores sortidos quando o novo ano adentrar. Quando ele ameaçar estourar aquela merda, passe uma rateira nele que está tudo resolvido.

Tapinha nas costas

Lembra do sujeito que disse que seu cabelo parecia uma samambaia? E do cara do estacionamento que ameaçou bater em você se a mensalidade atrasasse? Então, agora você encontra com eles no mercado, comprando a ceia e eles te dão um abraço efusivo e camarada. Está tudo resolvido. Depois vocês até combinam de tomar uma gelada.

Férias
Você queria tirar férias em janeiro (queria do verbo não vai tirar mais). Solzão, praia, cervejinha gelada. Esquece. Mesmo se programando com 2 meses de antescedência, quem vai tirar férias é o seu chefe.

Panetone
Depois de tudo isso, se nem o panetone for bom é sinal que seu fim de ano está perdido.


Marc Balender

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Imagem Suja-Especial de natal



Se alguém adivinhar quanto é o salário dela ganha um doce.

Sujos Factual-Maicon, não Michael


Maicon é negro, pobre e sujo. Anda pela rua como se esta fosse sua casa. Bom, na verdade esta é sua casa. Ele reside, mais especificamente, numa praça qualquer de uma cidade qualquer. Seu maior sonho é ter o que comer antes que o dia termine. O último desjejum foi feito com uma refeição qualquer comprada com um dinheiro qualquer.

Porém Maicon tem um hobbie, que aliás ele usa como profissão. Sempre que dá ele pega seu violão qualquer e toca com um boné qualquer ao seu lado, numa calçada suja qualquer. Sua rotina é basicamente composta de emoções boas e ruins, dias ensolarados e dias chuvosos. De quando em vez pára uma gente qualquer para assisti-lo tocar.

Dificilmente ganha dinheiro, mas Maicon sempre estranha a expressão facial de seus expectadores. Parecem maravilhados, como se tivessem visto uma moeda de ouro na calçada, como se tivessem encontrado algo que não se costuma encontrar numa calçada qualquer. Maicon não percebeu ainda, mas tem um incrível talento. Porém ninguém contou isso à ele ainda.

Acho que quase ninguém acredita que um menino negro, pobre e sujo possua tamanho dom. Nem ele mesmo acredita nisso. Ele não sabe o que é um dom pois não ensinaram a ele. Seu pai foi embora cedo demais para explicar o significado da palavra. Sua mãe é algo como a Christiane F, porém ainda não virou celebridade. Maicon aprendeu a se virar da pior forma possível.

Todos que estão lendo esta matéria provavelmente têm seu porto seguro, um lugar ao qual podem recorrer quando estiverem na merda. Todos temos computadores, comida, televisão, roupa lavada, vídeos de sacanagem, escola e mais amigos do que Maicon tem. Todos desperdiçamos nosso tempo vendo a Xuxa tratar crianças como retardados, com suas próteses de silicone e seu patrimônio bilionário.

Sim, nós temos sorte. Isso é uma coisa que Maicon não tem. Felizmente ele nem sabe o significado dessa palavra. Senão, além de comida, seu sonho seria ter sorte. E para um menino qualquer de um Brasil qualquer não é bom sonhar muito alto.


Lilly Rose

sábado, 19 de dezembro de 2009

Cultura Suja-O crime é a doença e o cinema é a propaganda


Filmes como Cidade de Deus, de Fernando Meirelles e Tropa de Elite, de José Padilha, fazem parte de uma tendência que nos lembra o ciclo vicioso televisivo. Se você notar bem, os maiores blockbusters brasileiros tratam do tema “violência”.

Na contramão dessa corrente, Walter Salles parece ser um diretor que busca outras tendências, fugindo do geral e se voltando para o aspecto pessoal e para as relações humanas. Em seus filmes os problemas sociais são retratados como pano de fundo. A história em si acaba envolvendo muito mais o expectador do que o contexto em que está inserida. “Central do Brasil” e “Abril Despedaçado” são realmente comoventes.

Não se busca prioritariamente nestes filmes fazer uma crítica à identidade brasileira, e sim relatar uma história particular, que com certeza representa um percentual da população, mas que tem sua própria identidade.

Essa tendência do cinema nacional sempre me gerou uma certa revolta. Parece que o brasileiro se orgulha dos problemas sociais do país, já que faz filmes sobre isso ou idolatra personagens como o Capitão Nascimento.

É claro que cinema é cinema, independentemente do tema de que trata. Mas por que falar apenas dos aspectos negativos do Brasil? Se for pra expor a identidade do país, que exponham também os aspectos positivos na mesma proporção. Há pouco tempo Robin Williams soltou uma piada em entrevista, dizendo que as Olimpíadas serão sediadas no Rio pelo fato de este oferecer pó e prostitutas.

Provavelmente ele deve ter assistido “Cidade de Deus”.


Lilly Rose

Sujos Factual-Transparência política ainda não dá tantos resultados


O número de escândalos em evidência não gera resultado prático de punição de corruptos

Os escândalos de corrupção são mais freqüentes na mídia, e uma discussão recente a respeito disso é: Há mais escândalos ou se rouba tanto quanto antes, mas agora a transparência política aumentou, evidenciando-se muito mais da sujeira que recheia a política nacional.

Se pensarmos bem, é cada vez mais complicado assaltar os cofres públicos, os riscos são enormes, com a mídia nos calcanhares, com os inimigos partidários de olhos abertos, melhor maneira de tapar a própria corrupção é trazer à tona a corrupção dos outros.

E, além disso, o cão feroz há perturbar as noites de sono dos corruptos é a admirável Polícia Federal, que a cada operação nova escancara o nojento mundo de negócios escusos com dinheiro público e abusos de poder.

Há para se lamentar uma coisa, embora muito honrados em suas missões, policias federais não são juízes. E por certo são quem mais lamentam, quando vêem meses de investigação indo água baixo em Comissões Pizzaolas Indecentes, onde santos perdoam santos. Ou, pior ainda, quando quem perdoa os corruptos é a suprema casa do direito nacional, o Supremo Tribunal Federal.

Concluindo, eu penso que as coisas andam mesmo como antes, e evidenciar a sujeira toda não tem sido solução, porque não há punição.

Agora, um convite a todos, que queiram saber como andam seus conhecimentos de política, bem bacana o quis do g1:

http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL1390662-17815,00-VEJA+SE+VOCE+ESTA+POR+DENTRO+DOS+PRINCIPAIS+FATOS+DA+POLITICA+EM.html


João Ninguém

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Contos Sujos - Confusão - Parte 3


Se você não está acompanhando este conto, as duas primeiras partes estão logo aqui em baixo. Se está, manda bala na última!

O traficante subiu as escadas, batendo a porta do edifício. Tony colocou o embrulho no chão. Olhou para os jovens que se divertiam com a brincadeira sádica. Teve vontade de fumar. Apalpou suas calças em busca de um cigarro. Achou um, solitário. Estava amassado, mas ainda pensou: estou com sorte. Agora preciso de fogo.

Pegou seu pacote, e caminhou em direção ai grupo. Se havia conhaque, algum deles teria fogo. Se aproximou e perguntou para o que parecia ser o líder:

-preciso dar uns tragos. Algum de vocês tem fogo?

Depois de dar o último gole da garrafa, e quebrá-la com um golpe rápido, o rapaz respondeu:

-Claro. Mas depois de fumar, vá se limpar. Você está imundo.

Tony respondeu, enquanto já acendia seu fumo:

-vou precisar de um banho tanto quanto você. Eu por causa da sujeira, você por causa da ressaca. Esse conhaque é uma porcaria – jogou o isqueiro para o garoto enquanto falava.

Ao mesmo tempo, a viatura de Mold Metrox dobrava a esquina. Em um movimento sagaz de cabeça, o tenente via a cena. Um homem, com um pacote suspeito, acendendo algo que se assemelhava a um cigarro, conversando com um grupo de jovens. Não teve dúvidas. Só podia ser a tal entrega de tablets. A velocidade da viatura reduziu drasticamente. Pneus cantaram, enquanto subiam pela calçada. Com uma das mãos parou o carro. Com a outra, abriu a porta e em seguida tirou o cacetete do coldre.

Saltado da viatura como um bicho atacando a presa, avançou sobre o grupo na calçada. Tony não teve nem tempo de olhar. Um golpe violento já havia lhe atingido a cabeça, levando-o ao chão. Enquanto os garotos fugiam assustados, e Tony agonizava, Mold pensava:

-você vai ter que explicar muita coisa hoje.

Lá de cima da janela, Cat acompanhava a cena. No pacote só havia cerveja. Poderia ser ele agora caído na calçada. A polícia havia errado de novo. Olhou para a droga que já estava em suas mãos e pensou:

-hoje, quem vai ficar alucinado sou eu.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Contos Sujos - Confusão - Parte 2


Se você não está acompanhando este Conto Sujo, a primeira parte está logo aqui em baixo. Se está, manda bala na segunda!

Tony desceu a Central Avenue com pressa. Queria chegar logo em casa e tirar a sua roupa suja, dar seus tradicionais berros, e chutar sua velha geladeira. O diálogo com Alfred foi rasteiro:

-cerveja Alfred. Uma caixa.

-Claro Tony, está aqui - pagou, embrulhou em um saco sem identificação, e saiu rapidamente. Quando cruzou a porta, viu uma figura descendo rapidamente a rua, com um blusão surrado, cobrindo o rosto com uma toca. Não teve dúvidas, era Cat. Sem pensar, soltou um berro:

-Cat, Cat! - só percebeu o que havia feito quando viu o olhar do traficante vindo em sua direção do outro lado da rua. Sua expressão era uma mescla de pavor e raiva. Mesmo assim atravessou a rua correndo, e foi em direção ao sujeito que tentava de alguma maneira ficar o mais longe possível da calçada. Iniciaram um diálogo:

-qual é a sua? O que deu em você?-perguntou Cat aos gritos e gesticulando muito.

-quero mais daquela coisa que você me vendeu outro dia. Você disse que era forte. E realmente era, tive um sonho com.... – Cat o interrompeu.

-ei, ei não quero saber com o que você sonhou. Vá contar isso para os seus amigos – terminou o traficante.

-eu quero mais. Quero o dobro.

Cat puxou Tony e falou no pé do ouvido.
-Tenho algo, não muito longe daqui. Mas não é muito. Os caras do Baker estão fazendo ronda na área e batendo em qualquer um que tente melar o negócio deles. Mas acho que posso te ajudar.

Desceram a rua sem conversar. O lugar onde Cat guardava seu produto ficava a pouco mais de 500 metros de onde estavam. Mesmo assim, o embrulho que Tony carregava parecia pesar a cada metro que avançavam.

Chegaram a escadaria de um prédio velho, na esquina da rua. Perto dali, um grupo de jovens terminava de beber uma velha garrafa de conhaque, e dava gargalhadas chutando gato que se arrastava e insistia em rodeá-los. Cat se virou para Tony, e já subindo a velha escadaria, sussurou:

-vou lá em cima. Me espere aqui. É bom que ninguém me veja entrando com você aqui.

Continua...

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Contos Sujos - Confusão - Parte 1


Tony saiu da usina mais uma vez com um único pensamento. Chegar em casa e tomar seu tradicional porre. Para ele, nada era mais normal do que se embebedar todos os dias em que as coisas no trabalho não saíam conforme o esperado.

E o dia não tinha sido fácil. O calor era forte, e fazia com que os fornos ficassem ainda mais quentes do que o normal. O trabalho era ainda mais cansativo, pois os “chacais”, como eram chamados os gerentes de área, não davam folga. Gritavam de minuto em minuto:

-vamos! mais rápido! Precisamos cumprir a meta, senão todos perdem o emprego!

O fogo ardia, e por vezes a brasa que queimava nos fornos chegava a saltar para perdo do local de onde Tony arremessava mais madeira para as caldeiras. Em alguns momentos, não existia mais onde socar a matéria-prima, mas os chacais insistiam. Tony bufava e continuava jogando lenha.

No fim do dia, completamente sujo, não teve dúvidas. Sua primeira parada seria no mercado do Alfred, para pegar as cervejas. Se no caminho até o apartamento encontrasse “Cat”, o traficante, não teria dúvidas, compraria um tablete e terminaria a noite completamente alucinado.

No centro da cidade, uma viatura corria em alta velocidade. O tenente da polícia Mold Metrox forçava o carro que rasgava as principais ruas. E era necessário. A fama da polícia em Big City estava cada vez pior. O tráfico de entorpecentes tomava conta da cidade. As armas não paravam de chegar.

O russo Jorg Markov ficava cada vez mais poderoso. Jhon Baker comandava o cassino e a prostituição, comprava policiais e juízes. Não havia parceiro de Baker que ficasse um dia na cadeia. Colocar a mão em um de seus capangas era como assinar um pedido para morrer.

Mas Mold Metrox sabia que se colocasse a mão em algum pequeno traficante da cidade, poderia, com um pouco de “técnicas policiais” fazé-lo incriminar Baker e Markov. E uma chamada anônima indicava que alguém estava vendendo tablets no centro, e em grande quantidade. O carro corria para chegar a tempo de poder pegar alguém, se que havia alguém.

continua...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Cultura Suja-Baixo Calão Di Cum Força


Olhaaaaaaaaaa! A matéria de hoje trata de um tema sutilmente escrachado em nosso cotidiano. Alguém se lembra do extinto quadro “Banheira do Gugu”? Aquele em que um casal nadava numa banheira “tamanho P”, disputando sabonetes.

Ou, voltando um pouco mais no tempo, tínhamos o “Programa H”, em que a Feiticeira e a Tiazinha dançavam sensualmente, atraindo olhares inocentes de crianças, ativando hormônios de adolescentes e convencendo os adultos de que suas esposas eram brochantes.

Hoje essas duas Hzetes estão fora do ramo “não recomendado para menores de 18”. Mas como a televisão é um ciclo vicioso, vieram outras gerações de programas apelativos como “Casa dos Artistas”, “Big Brother Brasil” e a versão global do “H”, um pouco mais suave em relação a década de 90.

É espantosa a heterogeneidade contida nos programas de TV brasileiros.

Ao mesmo tempo, você encontra filantropia e vulgaridade, seriedade e falta de conteúdo. Uma mistura, no mínimo, bem estranha. O que eu mais gostava no Programa do Gugu eram as bundas e seios a mostra.

Mas, buscando no fundo da minha memória, me lembro dele entrando em uma casa e distribuindo presentes. Comovente, não? Por coincidência, são os 2 ingredientes que mais vendem: erotismo e sensacionalismo.

O horário nobre de hoje perdeu todo o seu significado. Pra mim não existe grande diferença entre ver um corpo nu e outro quase nu. Aliás, o “quase nu” é uma arma excitante e poderosa. Assim como o “nu artístico”.

São 2 máscaras usadas para convencer o telespectador/leitor de que não existe vulgaridade diante de nossos olhos. Francamente. Prefiro ver “Cine Privè”. Pelo menos é passado no horário certo.
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Notas Finais

- Suzana Alves (Tiazinha) atualmente está terminando uma dissertação de mestrado pela USP.

- Joana Prado (Feiticeira) apresenta o programa WTN Absoluta, uma atração voltada a jovens gestantes e mulheres modernas. Agora é casada e tem filhos.

- Xuxa Meneghel está entre as mais bem-sucedidas apresentadoras e empresárias brasileiras. Seu patrimônio atual é de 1 bilhão de reais.

- Rita Cadillac ainda é uma atriz pornográfica.

Fonte: Wikipédia

Lilly Rose

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Sujos Factual-Socialismo: utopia ou possibilidade?


Na teoria, ele é bem interessante. Na prática, nem tanto. Pelo menos é o que a história mostrou. Nem Rússia, nem Cuba, nem China se desenvolveram com este modo de produção. Me parece mais a representação da rebeldia juvenil do que propriamente um modelo econômico.

É claro que Karl Marx passou sua vida inteira estudando para que pudesse escrever livros como “O Manifesto Comunista”, que é muito bom por sinal. Porém atualmente a prática do comunismo é um sonho nutrido essencialmente por estudantes de cursos de humanidades. Certa vez, na faculdade, ouvi uma garota ironizar um “revolucionário”, dizendo que seu sonho era ter sido torturado pelo regime militar. Esse comentário me fez refletir a respeito.

Apesar do notável fracasso do socialismo, alguns ainda o defendem com garra, nos lembrando décadas passadas. Seria uma falha do homem ou do modelo? Cuba é uma ilha no meio do nada, com carros da década de 50.

A China mantém uma postura de abertura econômica. Não se vêem mais políticos influentes defendendo a bandeira vermelha (não me refiro ao PT). O capitalismo, naturalmente, foi benéfico para uns e maléfico para outros, pois isso faz parte da sua dinâmica.

Mas seria a solução alterar todo o sistema para viver em um mundo mais justo? Eu vejo mais sentido em viver longe da civilização do que tentar mudar seu jeito de ser. É claro que todos podemos contribuir com atitudes menos “ousadas”, como ajudar um menino de rua. Mas se for pra entrar nessa onda anti-capitalismo, prefiro ir morar com um monge tibetano.

Lilly Rose

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Imagem Suja-Xuxa e Ana Maria Braga


Primeira desta coluna e já começa bem. A imagem diz tudo.



Não vai rolar meninas.

Sujos Factual-Fator Andrade


Quando o juiz apitou o fim do jogo no domingo passado, e a torcida do Flamengo comemorava mais um título brasileiro, um negro, de Juiz de Fora, se consagrava campeão brasileiro de futebol. Sintomático.

Andrade é de origem humilde. Fez parte da geração campeã do rubro negro na década de 80. Tem identificação com a firma.

Um profissional competente, em meio a orgia financeira, midiática e escandalosa dos mega-stars dos gramados. Contido, em nenhum momento ousou colocar a faixa antes de conquistar o campeonato.

Futebol é um espelho de nossa sociedade. Ascensão social, reconhecimento, fama.

E é claro, desvios de caráter, atitudes dúbias, medidas extremas, vontade de aparecer. Racismo. Em meio a tudo, e a todos, talvez a frase que mais tenha chamado atenção no ano tenha sido como ele mesmo é. Simples:

“Os humilhados serão exaltados”

A frase diz muito mais do que parece. É mais do que esporte. Para quem convive todos os dias com o preconceito, a ignorância e a humilhação, seja ela sutil (que por hora é ainda mais devastadora) ou esculachada na cara, Andrade é um alento.

É uma grande lição para os que são discriminados pela cor, pela origem ou pela raça. Pelo tamanho, pelo cabelo crespo ou pelo peso de seu corpo. Discriminação é sinônimo de humilhação. E só quem sente sabe como é. E sabe como vencê-la. Parabéns Andrade.

O blog não veste camisa alguma.

Marc Balender

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Sujos Factual-Segundo Sol


Às 19h20min da última sexta-feira, meu amigo Rodrigo, que divide comigo e mais cinco amigos uma pensão no Jardim Botânico, saiu da faculdade e foi abordado por um assaltante, e então Rodrigo segundo os policiais reagiu, eu não consigo ainda imaginar Rodrigo reagindo pela calma que ele sempre manteve... Atualmente ele está internado no CTI do Hospital Miguel Couto em coma induzido.

Esse texto a seguir não tem mais interesse algum,a não ser unir mais gente na corrente de amor pela recuperação de Rodrigo.

Força Rodrigo

O segundo sol vai chegar derrubando com assombro exemplar, o que os cientistas diziam se tratar de um outro cometa.

Não, Rodrigo não é mais um cometa, é um sol que ilumina a vida de muita gente, e ele vai voltar e mandar embora toda essa treva que está sobre nossas vidas.
Com um ano compartilhando da mesma casa, nós[todos os moradores] somos uma família forte. Fomos surpreendidos e ficamos assustados com a notícia.

Eu não sei chorar, não me descem lágrimas. Pra chorar, sempre fui assim a seco. Não me escorre nada salgado dos olhos, preciso das letras. Meu choro é azul-tinteiro, minha tristeza é um calo que apoio a caneta. Meus lamentos são um texto.
E há muito tempo a tristeza não me visitava com tamanha força.

A violência carioca finalmente me atingiu - antes fosse diretamente -, mas infelizmente, atingiu a um amigo, grande amigo...

Conheço Rodrigo há um ano mais ou menos, mas o convívio era enorme por dividirmos a mesma casa com mais outros amigos. Todos nós temos nossas famílias distantes, e construímos uma família alternativa. Dessa família, Rodrigo é um dos pilares da convivência, sempre alto astral condensa os momentos de boas risadas...

Quando a gente aposta em um sonho a gente abre o peito pro mundo, a gente esquece o medo, a gente tem força nos amigos e a nossa única fraqueza sincera é a saudade de casa.

De peito aberto pro amor e pras coisas do bem, assim é o Rodrigo, todos nós sabemos.

E além do mais, sabemos que o que a gente chama de problema ele passa por cima com muito estilo e leveza que sempre foi a maneira dele agir.

- Amarradão!!!

É o jargão do Rodrigo, é assim que ele sempre responde à vida e a tudo de bom que ela tem a nos oferecer.
Sempre positivo, sempre pra cima, amigo de Deus e o Mundo, literalmente, não creio que haja ninguém que queira mal a ele.

No inicio esse susto, é muito grande, a gente perde a calma, a gente pensa no pior, a gente tem medo do futuro , mas as coisas vão esclarecendo e na gente só cresce a esperança.

O que o Rodrigo, como disse amigo de Deus e do Mundo, tem a temer nessa hora? Cada um com sua fé rezando, mentalizando, a força que ele tem recebido agora é enorme.

Toda a força de vontade e saúde dele também só são mais sinais que nosso amigo sairá inteiro dessa, para saber que o Botafogo não caiu, para vir nos divertir com seu jeito único, para destruir nossas angústias e devolver as felicidades que só mesmo ele é capaz de cultivar.

Palavras do coração nunca tem nexo, é mesmo meu choro, minha oração e minha certeza por sua volta, amigo! Volta com tua luz pra iluminar todas nossas vidas! O milagre é um cultivo Rodrigo e sua força é semente e a nossa torcida é a água da chuva que fará florescer esse milagre! Da volta do nosso Segundo Sol!

Comunidade Rodrigo Kopke, lives: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=96754055

João Ninguém

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Sujos Factual-Histórias curiosas da Copa de 94


Continua o especial sobre a copa de 94. Se você não acompanhou o primeiro texto, ele está logo aqui em baixo.

O mundial foi repleto de emoção e curiosidades. Maradona saiu de campo dopado e de mão dada com uma enfermeira mas não se sabe se eles saíram pra jantar após o jogo. Oleg Salenko da Rússia e Hristo Stoichkov da Bulgária foram os artilheiros com 6 gols. Nenhum dos dois países tinha grande tradição mas ainda sim os dois se superaram e ganharam a chuteira de ouro.

Salenko, que jogava pelo Logrones da Espanha ainda teve o revés de disputar apenas a primeira fase. Já Stoichkov teve a sorte de jogar o número máximo de jogos em um mundial, que são sete, pois ajudou a Bulgária a fazer a campanha extraordinária que os levaram as semi-finais onde perderam para Itália.

Num dos gols dessa campanha, Kiriakov, meia búlgaro, levou um senhor fio terra de seu companheiro Kostadinov na comemoração. Além da Bulgária, Romênia com George Hagi e Suécia com Thomas Brolin também fizeram campanhas interessantes.

A Suécia inclusive contava com o goleiro bailarino Thomas Ravelli que não podia ver uma câmera para fazer uma gracinha. Outros grandes jogadores não podem deixar de ser mencionados como Denis Bergkamp da Holanda, Yurgen Klisman da Alemanha, e o goleiro Preud`Homme, melhor do mundial inclusive.

Escobar, zagueiro da Colômbia foi assassinado ao chegar em casa por fazer um gol contra. Outro fato curioso era a insistência de Muller, tacante do Brasil, zuar Costacurta, zagueiro da Itália, toda vez que o vencia.

Na final do mundial interclubes um ano antes os dois já haviam tido problemas e Muller não poupou o italiano quando fez o gol da vitória por 3 a 2. E depois da final de 94 nos pênaltis ele fez questão de ir congratula-lo por mais uma derrota.

O Brasil venceu depois de 24 anos, com uma seleção bem menos talentosa do que gerações da década de 80 como a de Zico, mas isso é história para daqui a alguns dias. Do ponto de vista técnico, foi uma copa bem equilibrada, tanto que foi decidida nos pênaltis.

Mas já na emoção, não perdeu para nenhuma, principalmente porque vimos a reascensão de um futebol que sempre encantou o mundo, ainda que uma mãozinha do talentoso mas arrogante atacante e papai noel Roberto Baggio.


Rob Gordon

domingo, 6 de dezembro de 2009

Sujos Factual-Histórias curiosas da Copa de 94


Aproveitando o clima de copa do mundo, OSSUJOS pisam na bola e dão uma canelada em algumas histórias interessantes da copa 94 que talvez você nunca tenha escutado. Em que assume a área esportiva do blog é Rob Gordon, o mais novo sujo no ar.

1994… O Brasil ia aos trancos e barrancos, tanto na economia quanto na política, e até mesmo no futebol. Este que é uma paixão nacional, assim como a bunda (“como” no sentido de conjunção e não no sentido do verbo comer no presente), ia de mal a pior. Perdemos pra Bolívia no céu de La Paz, derrota essa que foi a primeira em eliminatórias e só nos classificamos no último jogo graças ao baixinho Romário, que tinha sido excluído do grupo de jogadores por fazer xixi na cabeça das pessoas no hotel da concentração anos antes.

Mas enfim chegamos a esse Mundial que foi o mais emocionante da era moderna da Copa do Mundo. Sem a menor credibilidade, o time de Parreira não chegou como azarão mas também não era favorito. Tínhamos uma legião de jogadores incógnitas que tiveram a chance de provar que não eram cabeças de bagre com fase de craque em seus respectivos clubes.

Taffarel tinha fama de frangueiro e comprovou sua reputação no jogo da Bolívia já citado onde engoliu um por de baixo das canetinhas, mas Galvão Bueno, durante a copa, aliviou seu lado com a célebre frase “sai que é sua Taffarel”, e acabou fazendo o seu filme.

Os Ricardos Rocha e Gomes formavam nossa zaga titular, que parecia usar chuteiras de chumbo pois não costuma subir nas bolas aéreas. E os dois bonitões ainda fizeram o favor de se lesionarem deixando o pepino nas mãos de Aldair e Márcio Santos. Nossos cérebros dentro de campo eram Zinho e Raí.

O primeiro foi apelidado de enceradeira da copa, pelo seu futebol rotativo em torno da mesma posição e o segundo perdeu a titularidade ainda na primeira fase. Nossos grandes trunfos eram Bebeto e Romário, que atuavam na Espanha, respectivamente em Deportivo la Coruna e Barcelona, e davam um toque de experiência e qualidade ao grupo.

Amanhã este especial continua com a segunda parte.
Rob Gordon

sábado, 5 de dezembro de 2009

Cultura Suja - Violência não é só tragédia


"Violência é uma das coisas mais divertidas de se assistir." Essas são palavras de um nerd que por acaso hoje é um dos cineastas mais bem-sucedidos da nova geração. Misturando roteiros sem ordem cronológica, diálogos criativos, situações bizarras e muita violência, Quentin Tarantino começou a fazer sucesso na década de 1990, se destacando como cineasta independente. A princípio vendeu os roteiros de “Amor à Queima-Roupa” e “Assassinos por Natureza”. Depois estreou sua carreira como diretor e ator em “Cães de Aluguel”.

Agora com o reconhecimento de Hollywood, Tarantino se tornou uma valiosa figura hollywoodiana. Seu estilo estava consolidado e muito bem reconhecido. Sendo a bola da vez, teve nas mãos alguns projetos comerciais para filmar e felizmente renegou tais projetos. Se recolheu para criar o mega-sucesso “Pulp Fiction”. Bum, inúmeras indicações à vários prêmios de elenco, roteiro e direção. Ah, e tenho que mencionar que levou o Oscar de melhor direção. Quer mais? Kill Bill, À Prova de Morte e Bastardos Inglórios.

Todos excelentes filmes, com o mesmo estilo de sempre. Tarantino ama a violência, ou pelo menos a violência representada. De onde veio isso? Não sei, e também não quero saber. Quero ver o próximo filme. Tenho que tirar o chapéu pra um esquisitão que começou como balconista de locadora e terminou como cineasta bem-sucedido. Ou melhor, não terminou. O sonho de Quentin não acabou. Ainda temos muito à prestigiar do cara que via filmes e agora faz filmes.

Lilly Rose

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Sujos Factual-Entraram de Sola na Sala VIP!


Antes de tudo, um esclarecimento: Em momento nenhum pretendo exaltar a violência como caminho para resolver alguma coisa.

Mas, com essa entrada triunfal do desejo antigo por justiça dos eleitores brasileiros, derrubando tudo e todos o que encontraram pela frente. O que essa violência toda tem de louvável? Medo nos olhos dos políticos. Sentir que impunidade está com dias contados – longe ainda disso –, imagine um desses políticos de pouca expressão acertando suas pequenas corrupções, tímidas mesmo, por falta de coragem de se arriscar.

Planejava qualquer pequena falcatrua, nervoso como sempre, mas consciência limpa tramava ali com mais um ou dois comparsas. Eis, que estoura vozes ferozes, gritos por justiça pelos corredores. Os pequenos bandidos sem nada entender, desesperam em meio aquela algazarra, sentindo-se injustiçados por se verem encurralados por tão pouco.

Mas nada, os manifestantes prosseguiram, tinham alvos maiores, os pequenos bandidos ignorados na sua pouca vergonha. Aliviados por um instante será que continuariam as falcatruas, é provável que sim. Só que o medo da punibilidade agora é maior.

Esse exemplo não-real é para ilustrar que: Ninguém tem medo de CPI, Ninguém tem medo de cassação, Ninguém tem medo de capas de jornais. Mas todo mundo teve, medo de manifestantes vorazes e jovens pedindo cabeças à moda antiga.

Não à violência, mas sim aos corruptos encurralados e temerosos!

João Ninguém

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Contos Sujos - Jogando Bosta - Parte 3


Se você não está acompanhando este conto, as duas primeiras partes estão logo aqui em baixo. Se está, manda bala na última!

Os outros poetas chegaram a mesa onde Byron estava. O cheiro era realmente insuportável. Landon Vermal, outro representante do movimento sujo perguntou:

-Byron, o que está acontecendo? E que porcaria de cheiro é esse?

-não enche Landon – tombava a cabeça de um lado para o outro – tomei um porre, qual o problema?

-isso eu já vi. Mas parece que você se cagou todo.

Byron ficou irritado. Bebeu mais de meio copo de conhaque e respondeu com autoridade:

-Landon, eu não me caguei. Não tenho idéia de que cheiro é esse! O que sei é que a coluna no jonal ontem me cagou. Estou aqui pensando como eu vou resolver isso.

-resolveu?

-já. É por isso que tenho que ir andando. Já é tarde. Pague a minha conta, ou diga ao Melvin que quando eu vender um poema eu pago.

Enquanto falava, se levantava com dificuldade. Cambaleava. Tomou a direção da porta do bar, deu um último aceno para Melvin e saiu carregando sua bolsa. Landon, e os outros observaram enquanto se sentavam para iniciar o debate da noite.

Byron atravessou a rua ventando. Parecia que ia cair. Ficava em pé. Se escorava. A bolsa pesava. Ele se equilibrava. Viu, pelo lado de fora da livraria, através da vitrine, que pessoas discutiam lá dentro. Não teve dúvidas, Lee e Morgan estavam lá. Aumentou a velocidade dos passos e sem vacilar entrou na livraria como um trovão.

A porta bateu contra a parede. A roda de poetas se virou assustada e viu aquela figura que parecia claramente alterada. Lee só teve tempo para uma única pergunta:

-Byron, o que você está fazendo aqui?

Enquanto isso Byron já metia a mão em sua bolsa e desenrolava um jornal. Com um arremesso típico de um ex-jogador de beiseball, acertou a mesa onte todos estavam. O pacote explodiu, e uma substância pastosa se espalhou, atingindo todos. Byron se virou e foi embora correndo. O cheiro de fezes se tomou o ambiente, junto com o nojo. A coluna de Morgan e Lee estava grifada com tinta azul na folha amassada.

Eles haviam se esquecido que Byron sempre fora um cara muito literal

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Contos Sujos-Jogando Bosta-parte 2


Se você não está acompanhando este conto, a primeira parte está aqui em baixo. Se está, manda bala na segunda.

Byron Bilbane chegou ao Mecahn pouco depois das duas da tarde. Tinha sede. Caminhou para o balcão, e acendeu seu cigarro de filtro vermelho. Melvin, o garçon, estava de costas e nem percebeu que Byron estava ali. Começou pedindo um drink, e iniciou o diálogo:

-Melvin, um drink por favor – o garçon se virou, surpreso.

-Byron tão cedo no Mecahn. Isso não me parece bom... - respondeu o garçon.

-Não enche. Traz uma dose de conhaque. O mais barato, consequentemente o pior...

-Aconteceu algo?-enquanto servia a dose, perguntou com seriedade

Byron olhou com fúria. Melvin nunca tinha visto aquele olhar, por mais que o poeta estivesse chapado de ácido ou bebida.

-você leu a porra da coluna do jornal essa semana?

Melvin nem imaginava do que ele estava falando, mas mesmo assim explorou a conversa:

-não. Mas qual o problema com a coluna?

-aquele esquisito, e o japonês capanga dele me espinafraram no jornal. Disseram que minha arte é uma merda. Limpei a bunda com o jornal deles hoje de manhã... – já bebia o conhaque e fazia uma cara horrível a cada gole.

- relaxa Byron. Deixe sua bolsa aqui comigo, e vai lá pra sua mesa tomar seu conhaque.

Byron carregava uma bolsa. O movimento de Melvin para pegar o objeto foi interceptado e seguido de um gesto negativo feito pelo dedo do peta. Byron pegou a bolsa, o conhaque e foi até a sua mesa. Acomodou-se no fundo do bar, onde costumava ficar com os outros. Porém, desta vez, estava sozinho. E ali ficou durante toda tarde e o início da noite, bebendo e bebendo seguidas doses, hora de conhaque, hora de qualquer outra porcaria que Melvin preparasse.

O Mecahn foi enchendo devagar, conforme a noite foi chegando. A embriaguez de Byron seguia no mesmo ritmo. Quando os outros poetas chegaram, já encontraram Byron em um estado deprimente. Além de bêbado como um gambá, um cheiro horrível circulava no ambiente, o que dava a impressão de que o poeta havia perdido o controle sobre suas funções fisiológicas. Em pouco tempo, os sujos saberiam que cheiro era aquele.

continua...

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