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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Conto Sujos - Arma - Parte 3


Se você não está acompanhando este conto, as duas primeiras partes estão logo aqui em baixo. Se está, manda bala na última!

Lynn chegou ao apartamento pouco depois das sete da noite. Todas as janelas estavam fechadas. Tudo completamente fora do lugar. Assustou-se, pensou em recuar. Mas pensou: como alguém poderia ter entrado ali, se a porta estava trancada?

Resolveu continuar. Passou antes na cozinha, pulando entre lençóis e objetos jogados ao chão. Um cigarro ainda queimava no cinzeiro da sala.

A fumaça se espalhava. Um forte cheiro de cinza dominava o ambiente. Na cozinha, procurou uma faca. Tinha uma das grandes. Foi ela que escolheu. Segurou-a firme. Aquilo não foi suficiente para espantar o medo que sentia. Sua voz saiu abafada, mas perceptível:

-Sony? Sony, você está aqui?

Nenhuma resposta. Deu passos calculados empunhando a faca. Passou novamente pelo cigarro que terminava de queimar. Foi caminhando até o quarto. A porta estava aberta, porém enconstada, mas nenhum som parecia vir de dentro. Cruzou o portal. A cama estava desarrumada.

Deu mais um passo e caiu. Algo atingiu Lynn pelas costas. Não foi um impacto. Alguém parecia ter jogado seu peso sobre ela, derrubando-a na cama. A faca caiu do outro lado do quarto. Estava dominada. Uma voz susurrou em seu
ouvido:

- oi meu amor...

Era Sony. Estava por cima. Enfiou a mão por dentro da saia e puxou a calçinha de Lynn. Ela estava presa por um elástico a meia. Rasgou-o com violência. Depois, pegou um objeto gelado e passou por dentro da roupa da mulher. Ela teve um espasmo. Um misto de medo e tesão:

-o que você vai fazer Sony, o que é isso?
-já vou te mostrar o que eu vou fazer – disse com a voz trêmula

Sony pegou o objeto e o arrastou pelas costas da mulher. Levou-o até a boca da mulher. Era um revólver. Forçou a entrada do cano gelado na boca de Lynn. Ela entrou em pânico:

-não me mate Sony, por favor, não me mate... – algumas lágrimas escorriam pelo rosto
-não clame por piedade. Você não tem direito.. a voz agora era firme.

Sony abriu sua calça. Seu pênis estava duro. Levantou a saia da mulher e o introduziu com força. O movimento foi rápido. Indo e vindo. Lynn parecia estar sendo tomada pelo tesão, esquecendo-se que o que estava em sua boca era um revólver. Chupava-o.

Como num engano, Sony deixou que seu pênis escorregasse para o ânus da mulher. Ela deu um grito agudo. Tentou em vão resistir. Rebolou. Rebolou. Deixou-se ser possuída. Gemia. Era a hora. Perto de gozar, Sony soltou um berro forte. No momento final, apertou o gatilho. Os dois pararam. Houve silêncio. Gemidos.

Não havia bala na arma. Apenas o estalar do calibre rompeu o silêncio. Lynn olhou para Sony, com um sorriso malicioso, no alto de seu orgasmo, e disse:

-eu te amo Sony...

Sony fingiu não escutar. Mas lembrou-se que, caso precisasse, tinha algumas balas guardadas.

Conto Sujos - Arma - Parte 2


Se você não está acompanhando este conto, a primeira parte está logo aqui em baixo. se está, manda bala na segunda!

Enquanto acendia um novo cigarro, um carro enconstou na calçada. A porta se abriu. De dentro, um homem bem vestido saiu do modelo. Era o oposto de Sony. O homem parecia ter dinheiro, pose e status. Passou a mão pela cintura de Lynn, abraçando-a. Um beijo leve tocou os lábios da mulher.

O tesão que Sony sentia foi rapidamente substituído pela fúria. Sentiu vontade de atravessar a calçada e quebrar o sujeito. Bater em lynn. Já não sabia mais o que fazer.

Sua mente tornou-se um turbilhão de pensamentos. Agora que tinha visto o que se passava, preferia continuar com a dúvida. Ou queria nada saber. Estava completamente confuso. Saiu do bar, acertou as cervejas, comprou mais dois pacotes de cigarros e caminhou, sem saber para onde ir, pelas ruas da cidade.

Sem perceber, já estava de frente para o apartamento. Subiu a escada enquanto tragava um cigarro. Entrou. Logo ao lado da porta, pegou seu velho taco de beiseball e golpeou portas e janelas com violência. Revirou tudo o que podia ser revirado em busca provas. Sentou-se, com as duas mãos segurando sua cabeça. Chorou, como uma criança.

Enquanto tentava esquecer a cena, abriu uma cerveja. Mais uma. Tinha comprado muitas para a ocasião. Sabia que iria precisar. Pensou no que fazer. Acendeu outro cigarro. Lynn só chegaria em casa dentro de 6 horas. Tinha muito tempo para poder trabalhar seu ódio, e pensar em algo.

continua...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Contos Sujos-Arma-Parte 1


A escuridão tomava todo o apartamento. Sony havia ficado boa parte do dia com todas as janelas e cortinas fechadas. O ar estava pesado. Denso. Um cinzeiro acumulava cigarros que foram tragados durante todo o dia. Havia uma pilha deles. O restante do flat estava completamente desarrumado.

Parecia que alguém tinha entrado ali e procurado algo. Roupas cobriam todo o chão. Móveis estavam fora do lugar. Gavetas reviradas. Móveis arrastados. Tudo completamente desfigurado.

Na sala, Sony continuava acendendo cigarros. Tragava lentamente. Calculadamente, espalhava mais fumaça por tudo. Só de cueca, tentando encontrar uma posição confortável em cima da sofá, continuava seu ritual.

Poucas horas antes, suas suspeitas haviam sido confirmadas. Pouco depois que Lynn, sua namorada, saiu do apartamento pela manhã, Sony vestiu e a seguiu. Sem que ela percebesse, caminhou pelas ruas de Big City atrás dela.

Durante o caminho, Lynn parou duas vezes. A primeira para comprar um copo de café, em uma cafeteria na avenida central de BC. A segunda para acender um cigarro. Não houve diálogo. O estranho acendeu o cigarro e caminhou em sentido contrário ao da mulher, que foi direto para o escritório.

Por um momento, Sony se permitiu enganar. Condenou tudo aquilo. Claro, não era certo fazer o que estava fazendo, apesar de tudo.

Voltou a si, depois que acendeu o primeiro cigarro do dia. Tinha que terminar o que havia começado, seja qual fosse o desfecho.

Havia planejado tudo. Durante a manhã, ficaria bebendo no bar emfrente ao escritório. Foi o que fez. Sentou-se em uma mesa, longe dos olhares de quem passava pela rua. Dali, poderia ver quem entrava e quem saía do lugar. Enquanto mais cervejas eram servidas, Sony continuava acendendo um cigarro após o outro.

continua...

quarta-feira, 17 de março de 2010

Conto Sujos - Me engana - Parte 2


Se você não está acompanhando este conto, a primeira parte está logo aqui em baixo. Se está manda bala na segunda!

Lindsey virou e tentou se recompor. Foi até o balcão, pegou uma bebida e tentou não olhar para a pista de dança. Porém foi impossível. Enquanto tomava um drink, Marylin dançava sensualmente, subindo e descendo. Ralando e se esfregando no homem.

Ele correspondia agarrando-a com força. A cena durou pouco mais de 10 minutos. Depois disso, os dois se retiraram do clube. Lindsey viu tudo aquilo sem saber o que fazer.

O carro do sujeito balançava a poucos metros da porta principal do Clube Latin. No beco, sem qualquer movimento no local e completamente escuro, o homem penetrava Marylin com voracidade. A mulher conduzia o jogo, tomando conta das ações. Seu movimento de subida e descida era rápido.

As coxas se comprimiam, enquanto eram apertadas pelos mãos do sujeito. Marcas de mordida se misturavam ao suor. Só aquilo não foi suficiente.

Rumaram para o apartamento de Marylin. E ela não teve qualquer tipo de pudor. Não fez questão de trocar o lençol da cama em que dormira com seu namorado na última noite. O homem, hora por cima, hora por baixo sendo dominado.

Aquilo tudo durou bem mais do que apenas uma noite. No fim, um breve diálogo, sem qualquer sentimento. Marylin era quem dava o tom da conversa:

-há muito tempo que não sabia o que era isso...
-o que você está querendo dizer?-perguntou o homem
-tesão... -uma pausa - há muito tempo...

O homem não entendeu. Durante a noite, houve tempo para que Marylin dissesse que tinha um namorado. Ele rebateu:

-mas você não disse que não tinha um namorado?
-isso não quer dizer que eu sinta tesão...

O homem pensou em quanto aquele comentário era cruel. Além de ter a testa estampada, o namorado devia ser um fracasso na cama. Deveria ser um imbecil, pois onde estava ele a noite toda enquanto ela aprontava por aí? E será que ele não tinha algum amigo homem o suficiente para lhe alertar sobre o que se passava diante de seus olhos? Por fim, enquanto se vestia, sentiu pena. Aprontou suas coisas, e sem cerimônia se despediu, enquanto a mulher lentamente pegava no sono.

continua...

Contos Sujos - Me engana - Parte 1


Marylin já estava junto de Cliff havia mais de dois anos. Os dois pareciam realmente ter alguma conexão quando estavam juntos. Mas nos últimos meses a coisa havia mudado de figura. O relacionamento estranhamente se desgastara. Ou era pelo menos assim que Cliff enxergava a situação. Ele “mal sabia” que sua testa havia se transformado em uma plantação de chifres nos últimos meses.

Tudo havia começado quando o rapaz foi obrigado a trabalhar em um final de semana. Jornada brutal. Mais de oito horas diárias, coisa que em Big City, nem era tão estranho para quem trabalhava como peão. A fadiga o tomara de tal forma que foi impossível que naqueles dias os dois se vissem.

Marylin não perdeu tempo. Nos dois dias deu ao sujeito mais motivos para coçar a testa do que qualquer praga divina. Na primeira noite foi ao Latin. Não tinha a intenção de sair da linha, até que encontrou um antigo “amigo”. Claro, os dois não se viam há muito tempo, e o encontro fatalmente trouxe muito mais do que lembranças escolares.

A troca de olhares entre os dois foi digna de um filme pornô. Lindsey, a melhor amiga de Marylin, que dividia o apartamento com ela, e que a acompanhava naquela noite não precisou de muito tempo para entender o que viria depois. Apesar de discreta, fez um sinal para que as duas se encontrassem no banheiro. Quando chegaram, Lindsey foi breve:

-Marylin, você bebeu um pouco além da conta...
-E daí? Por favor, não torre a minha paciência hoje...-disse cambaleando e se escorando no espelho.
-você sabe o que vai acontecer. Mas antes que você abra suas pernas para esse cara, lembra que tem outro, lá fora, que gosta de você...
-Lindsey, não enche... - cambaleou para frente e segurou em uma saboneteira, quase arrancando o objeto - eu dou pra quem eu quiser! eu chupo quem eu quiser! eu me meto com quem eu quiser, entendeu? Se você quer pegar ele esquece... vai arrumar um pra você... tem tanto tempo que você não...

Antes que Marylin terminasse, Lindsey a interrompeu com um tapa na cara, enquanto duas outras garotas entravam no banheiro e acompanhavam o fim da discussão:

-cala essa boca. Estou lhe falando, pois parece que não sabe o que pode estar colocando em jogo. Fique tranqüila, não direi nada para o Cliff... faça o que você quiser...

Continua...

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