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domingo, 15 de maio de 2011

Sujos Factual - Soberania


Uma discussão que não foi levantada durante a morte do terrorista mais procurado do mundo: a soberania de um país. O que foi divulgado na grande mídia é que apesar de da libertade de ação dada aos americanos pelo governo do Paquistão, nenhum líder local sabia da ação. O suposto alinhamento entre as duas nações foi amplamente questionado na medida em que o terrorista estava em uma das áreas mais vigiadas e seguras do país. Mas ainda sim, uma ação em que pessoas foram assinadas foi realizada e ninguém foi capaz de questionar a legalidade do que foi feito.

Claro, o primeiro argumento é que Osama é um criminoso internacional procurado responsável por um dos fatos mais tristes da história recente. Mas ainda sim, se tudo a partir de então passar a ser resolvido na bala, quem pode afirmar que a polícia do mundo amanhã não vai criar uma encrenca com nossa nação, detentora de generosas reservas de petróleo e recursos naturais.


Mais bizarro é a comemoração pela morte. Os direitos humanos foram colocados de lado. É óbvio que muitos vão apontar o dedo e dizer que um sujeito como Obama não merecia um julgamento. Mas se tudo for tratado desta forma, abrimos caminho para um novo tipo de relação diplomática pautada pelo medo e pelo peso das armas.

Não há como defender Osama. Mas também não há como deixar de lado o fato de que nesta guerra contra o exército de um homem só, muitos americanos perderam a vida. Muitos recursos foram gastos. Dinheiro vindo de trabalhadores e famílias que hoje, depois do golpe da bolha hipotecária, se encontram em estado de falência.

O certo é que não há mocinhos e nem vencedores nesta história toda.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Conto Sujos - Arma - Parte 3


Se você não está acompanhando este conto, as duas primeiras partes estão logo aqui em baixo. Se está, manda bala na última!

Lynn chegou ao apartamento pouco depois das sete da noite. Todas as janelas estavam fechadas. Tudo completamente fora do lugar. Assustou-se, pensou em recuar. Mas pensou: como alguém poderia ter entrado ali, se a porta estava trancada?

Resolveu continuar. Passou antes na cozinha, pulando entre lençóis e objetos jogados ao chão. Um cigarro ainda queimava no cinzeiro da sala.

A fumaça se espalhava. Um forte cheiro de cinza dominava o ambiente. Na cozinha, procurou uma faca. Tinha uma das grandes. Foi ela que escolheu. Segurou-a firme. Aquilo não foi suficiente para espantar o medo que sentia. Sua voz saiu abafada, mas perceptível:

-Sony? Sony, você está aqui?

Nenhuma resposta. Deu passos calculados empunhando a faca. Passou novamente pelo cigarro que terminava de queimar. Foi caminhando até o quarto. A porta estava aberta, porém enconstada, mas nenhum som parecia vir de dentro. Cruzou o portal. A cama estava desarrumada.

Deu mais um passo e caiu. Algo atingiu Lynn pelas costas. Não foi um impacto. Alguém parecia ter jogado seu peso sobre ela, derrubando-a na cama. A faca caiu do outro lado do quarto. Estava dominada. Uma voz susurrou em seu
ouvido:

- oi meu amor...

Era Sony. Estava por cima. Enfiou a mão por dentro da saia e puxou a calçinha de Lynn. Ela estava presa por um elástico a meia. Rasgou-o com violência. Depois, pegou um objeto gelado e passou por dentro da roupa da mulher. Ela teve um espasmo. Um misto de medo e tesão:

-o que você vai fazer Sony, o que é isso?
-já vou te mostrar o que eu vou fazer – disse com a voz trêmula

Sony pegou o objeto e o arrastou pelas costas da mulher. Levou-o até a boca da mulher. Era um revólver. Forçou a entrada do cano gelado na boca de Lynn. Ela entrou em pânico:

-não me mate Sony, por favor, não me mate... – algumas lágrimas escorriam pelo rosto
-não clame por piedade. Você não tem direito.. a voz agora era firme.

Sony abriu sua calça. Seu pênis estava duro. Levantou a saia da mulher e o introduziu com força. O movimento foi rápido. Indo e vindo. Lynn parecia estar sendo tomada pelo tesão, esquecendo-se que o que estava em sua boca era um revólver. Chupava-o.

Como num engano, Sony deixou que seu pênis escorregasse para o ânus da mulher. Ela deu um grito agudo. Tentou em vão resistir. Rebolou. Rebolou. Deixou-se ser possuída. Gemia. Era a hora. Perto de gozar, Sony soltou um berro forte. No momento final, apertou o gatilho. Os dois pararam. Houve silêncio. Gemidos.

Não havia bala na arma. Apenas o estalar do calibre rompeu o silêncio. Lynn olhou para Sony, com um sorriso malicioso, no alto de seu orgasmo, e disse:

-eu te amo Sony...

Sony fingiu não escutar. Mas lembrou-se que, caso precisasse, tinha algumas balas guardadas.

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