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terça-feira, 3 de maio de 2011

Contos Sujos - Parte 1 - Vingança


Ja havia sete dias que Loyd não conseguia se levantar da cama. Os remédios não faziam efeito mais. A febre não baixava e as dores tomavam conta de seu tórax. As contrações eram tão fortes que chegava a vomitar de tanta dor. O sangue escorria pelas fezes. Mesmo assim, a mantinha a garrafa de conhaque cheia ao lado da cama. A cada gole, parecia estar mais próximo da morte. E no fundo, era aquilo mesmo que ele queria.

Desde que Marie, sua namorada havia indo embora sua vida virou. Claro, junto com a mulher, todo seu dinheiro foi roubado do banco. Pouco havia lhe sobrado da fortuna que havia juntado durante quase toda a vida. Foi forçado a vender o apartamento, e o carro para conseguir sobreviver. Se entregou completamente as drogas e ao conhaque barato para afogar suas mágoas.

E o que mais lhe doía é que ainda gostava daquela vagabunda. E por isso bebia a ponto de ficar profundamente doente. Quase todos os dias, o único amigo que havia lhe sobrado ia ao apartamento para lhe levar remédios e mais algumas garrafas de conhaque. Eram quase cinco horas da tarde, quando a campanhia tocou. Loyd se levantou com dificuldade e abriu a porta. Um cheiro moribundo rapidamente se espalhou pelo corredor do apartamento.

Tod entrou no apartamento. Aquela cena, apesar de comum, continuava lhe assustando. E por isso havia decidido fazer algo. Naquele dia, ele não tinha nem remédios e nem conhaque.


Continua...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Contos Sujos-Arma-Parte 1


A escuridão tomava todo o apartamento. Sony havia ficado boa parte do dia com todas as janelas e cortinas fechadas. O ar estava pesado. Denso. Um cinzeiro acumulava cigarros que foram tragados durante todo o dia. Havia uma pilha deles. O restante do flat estava completamente desarrumado.

Parecia que alguém tinha entrado ali e procurado algo. Roupas cobriam todo o chão. Móveis estavam fora do lugar. Gavetas reviradas. Móveis arrastados. Tudo completamente desfigurado.

Na sala, Sony continuava acendendo cigarros. Tragava lentamente. Calculadamente, espalhava mais fumaça por tudo. Só de cueca, tentando encontrar uma posição confortável em cima da sofá, continuava seu ritual.

Poucas horas antes, suas suspeitas haviam sido confirmadas. Pouco depois que Lynn, sua namorada, saiu do apartamento pela manhã, Sony vestiu e a seguiu. Sem que ela percebesse, caminhou pelas ruas de Big City atrás dela.

Durante o caminho, Lynn parou duas vezes. A primeira para comprar um copo de café, em uma cafeteria na avenida central de BC. A segunda para acender um cigarro. Não houve diálogo. O estranho acendeu o cigarro e caminhou em sentido contrário ao da mulher, que foi direto para o escritório.

Por um momento, Sony se permitiu enganar. Condenou tudo aquilo. Claro, não era certo fazer o que estava fazendo, apesar de tudo.

Voltou a si, depois que acendeu o primeiro cigarro do dia. Tinha que terminar o que havia começado, seja qual fosse o desfecho.

Havia planejado tudo. Durante a manhã, ficaria bebendo no bar emfrente ao escritório. Foi o que fez. Sentou-se em uma mesa, longe dos olhares de quem passava pela rua. Dali, poderia ver quem entrava e quem saía do lugar. Enquanto mais cervejas eram servidas, Sony continuava acendendo um cigarro após o outro.

continua...

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Contos Sujos - Convites - Parte 3


Se você não está acompanhando este conto, as duas primeiras partes estão logo aqui em baixo. Se está, manda bala na última!

Não tardou para que os primeiros fogos chegassem ao céu. Depois de pouco tempo, um barulho ensurdecedor tomou conta do local, anunciando a zero hora.
Pensou em quanto aquele ano havia sido bom para os negócios, levantou o copo e fez um brinde a si mesmo, combinando com um forte berro.

Antes que terminasse o brinde, um lenço foi colocado em seu nariz com agressividade. Uma mão travou-lhe os movimentos. Outra parecia sufocar sua garganta. Seu raciocínio ficou lento. Não teve tempo de olhar para trás. Enquanto desmaiava, o copo de whisky se quebrava no chão, espalhando a bebida.

Acordou com a cabeça doendo. Não tinha noção de quanto tempo havia se passado. Dores por todo o corpo lhe aflingiam. Um de seus olhos estava inchado e praticamente não se abria. Sentia frio. Muito frio, parecia estar dentro de uma câmara frigorífica.
Quando conseguiu abrir um de seus olhos, viu uma mensagem escrita com algo que parecia ser sangue, na parede do local.

“Feliz ano novo. Esse tentar me passar a perna novamente, não será só frio que você irá sentir. Assinado Jhon Baker”

Cat descobriu da pior forma possível quem havia lhe convidado para a festa. Tomou uma decisão: nunca mais vestir um smoking em sua vida.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Contos Sujos - Convites - Parte 2


Se você não está acompanhando este conto, a primeira parte está logo aqui em baixo. Se está manda bala na segunda!

Nunca havia colocado um smoking na vida. Por isso não economizou. Comprou um com corte especial. Vestiu-se e tomou um taxi para a festa. Do seu apartamento no centro, até a mansão, demoraria pouco mais de 30 minutos. Enquanto o carro atravessava Big City, manuseava o convite em suas mãos, ainda duvidoso da proposta:

-por que fui convidado para esta festa?

Quando o carro cruzou o portão da mansão, teve a noção exata do tamanho da casa. Era enorme. Quadras de tênis, piscinas e tudo que o dinheiro poderia comprar. Um grande pista de dança estava montada na áreaa externa. Por um momento, esqueceu-se do que lhe atormentava.

Ocarro parou. Desceu logo em frente ao portal principal. Vários seguranças recebiam os convidados e recolhiam os convites. Cat entregou o seu, e se dirigiu ao interior da casa.

Estava cheia. Muitos bebiam champagne fino. Outros se posicionavam nas mesas de jogos. Faltavam menos de 10 minutos para que um novo ano chegasse. Tentou se posicionar em algum lugar tranquilo, para poder ver os fogos. Com uma rápida olhada, viu uma varanda no fundo do salão, em que ainda não havia ninguém. Pegou seu copo e se dirigiu para lá.

Continua...

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Contos Sujos - AVelho Safado - Parte 3


Se você não acompanhou as duas primeiras partes deste conto, elas estão logo aqui em baixo. Se acompanhou, manda bala na última!

Enquanto caminhava em direção ao fundo do bar, o velho papai noel observava Suzan. Seu olhar não tinha nada de paterno ou de angelical. Ia de cima para baixo, como um raio x, tentando enxergar cada curva do corpo da mulher. Suzan sentiu-se incomodada, pois percebeu que Mass poderia estar certo. Tentou manter a postura. Chegou até a mesa, e serviu o drink.

-seu drink senhor.

O papai noel, olhou de cima em baixo novamente. O top apertava os seios, que pareciam querer saltar para fora do decote. O velho olhou sem qualquer tipo de pudor. Deu um grande gole no copo, e antes que Suzan se virasse para ir embora, iniciou o diálogo:

-minha jovem, um velho como eu fica muito sozinho neste dia...

Suzan olhou para o sujeito constrangida. Tentou disfarçar:

-imagino... o senhor deve ter trabalhado demais hoje. Deve estar cansado, talvez seja melhor ir para casa dormir.

Com outro gole, o papai noel terminou o drink. Enquanto limpava parte do líquido que escorria pela boca, segurou o braço de Suzan, mantendo o diálogo:

-não quero dormir minha filha. Gostaria de companhia para terminar minha noite de natal – enquanto falava, enfiava uma de suas mãos dentro da calça. Suzan olhou para trás, e não viu Mass. Olhou para o rosto do velho, envergonhada:

-por favor, não faça isso. Olhe para a placa em cima do balcão. Não tente comprar meu tempo.

O papai noel mudou o tom de voz, carregando sua fala com rancor e grosseria:

-olha só sua puta, eu tenho o dinheiro que você...

A frase foi interrompida por um grito agudo e rápido. Billy boy, o taco de beiseball já havia acertado a cabeça do velho, que caiu desmaiado no chão. Todos olharam a cena. Suzan, olhou assustada para Mass. Ele a olhou de volta. A frase que saiu de sua boca fui curta e grossa:

-ele sabia das regras. E eu também nunca acreditei em papai noel.

Mass arrastou o velho até o lado de fora. Sua cara agora estava exposta do lado de fora do bar. Billy Boy nunca esperaria ganhar um presente de natal tão bom.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Contos Sujos - Velho Safado - Parte 2


Se você não está acompanhando este conto natalino, manda bala na primeira parte que está logo aqui em baixo. Se está, manda bala na segunda!

A ceia foi melhor do que Suzan esperava.Realmente havia muita fartura. Naturalmente, todos trocaram desejos e votos natalinos. Risos e abraços fizeram que a noite tivesse um gosto menos amargo. Pelo menos era o que parecia. Pouco depois da meia noite, todos já estavam no salão, inciando o expediente.

Uma pequena aglomeração já se posicionava no lado de fora do bar, esperando a porta ser aberta. Quando a porta se abriu, uma onda invadiu o Sanders de uma só vez. Todos ali só queriam ter algo no natal, mesmo que fosse um copo de gim tônica de qualidade questionável.

Todas as garotas vestiam trajes natalinos, o que as deixavam ainda mais sexy. Porém, ninguém era louco de infringir a principal regra do Sanders. Não tentar comprar o tempo das meninas. A pena, também exposta no bar, era levar uma sova do taco de beiseball de Big Mass. Porém, quando o relógio já marcava uma da manhã, uma figura inusitada entrou pela porta do Sanders.

Andando lentamente, e com uma bengala, um velho papai noel entrou pelo Sanders. Todos olharam espantados para a figura. O velho tomou rumo de uma mesa no fundo do bar e se acomodou lentamente. O próprio Big Mass fez questão de atendê-lo.

-boa noite, o que o senhor vai querer?

Falando como o próprio noel, o homem disse:

-meu filho, traga um conhaque por favor. Está muito frio, a noite foi de muito trabalho. Preciso me aquecer – falava, enquanto observava as garotas dançando no palco central.

Big Mass foi até o balcão e preparou a bebida. Olhou para Suzan que estava no caixa e disse, quase que sussurrando.

-Isso vai dar merda.
-O quê Mass? O papai noel? Ele só quer tomar uma bebida, qual o problema? – Disse Suzan, enquanto tomava o copo das mãos de Mass – pode deixar que eu mesma vou servi-lo!
Suzan, pegou o drink, e se dirigiu para a mesa onde estava o velho noel.

Continua...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Contos Sujos - Velho Safado - Parte 1


Big City não era uma cidade propriamente bonita. A fuligem e a sujeira que deixavam a cidade cinza durante boa parte do ano, nesta época, davam lugar ao aspecto frio e intimista da neve e das poucas luzes de natal. Não havia o que comemorar, pelo menos para quem ficava na cidade. Ficar “BC” normalmente era encarado como um castigo.

Suzan havia sido premiada. O Sanders iria ter expediente na noite de natal. Um sorteio havia sido feito para decidir quais garotas dançariam. A data particularmente era tida pelas garotas como a pior do ano. Quem ia ao clube normalmente estava sofrendo a mesma pena das dançarinas.

A única vantagem do dia era comer a farta ceia, regada a todo tipo de drink, que Big Mass, e o taco de beiseball Billy Boy serviam. Este, ficava indo e vindo na mão de seu dono, enquando todos comiam sem qualquer tipo de cerimônia.

Não era uma família. Mas pelo menos todos sentiam um pouco de conforto em meio ao caos que a cidade e a vida transformara.

Nesta data, apenas bêbados, bandidos, velhos e todo tipo de gente que não tinha onde ou com quem passar o natal dava as caras no Sanders. Suzan havia sido escalada para trabalhar servindo. Não dançaria esta noite.

Continua...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Contos Sujos - Confusão - Parte 3


Se você não está acompanhando este conto, as duas primeiras partes estão logo aqui em baixo. Se está, manda bala na última!

O traficante subiu as escadas, batendo a porta do edifício. Tony colocou o embrulho no chão. Olhou para os jovens que se divertiam com a brincadeira sádica. Teve vontade de fumar. Apalpou suas calças em busca de um cigarro. Achou um, solitário. Estava amassado, mas ainda pensou: estou com sorte. Agora preciso de fogo.

Pegou seu pacote, e caminhou em direção ai grupo. Se havia conhaque, algum deles teria fogo. Se aproximou e perguntou para o que parecia ser o líder:

-preciso dar uns tragos. Algum de vocês tem fogo?

Depois de dar o último gole da garrafa, e quebrá-la com um golpe rápido, o rapaz respondeu:

-Claro. Mas depois de fumar, vá se limpar. Você está imundo.

Tony respondeu, enquanto já acendia seu fumo:

-vou precisar de um banho tanto quanto você. Eu por causa da sujeira, você por causa da ressaca. Esse conhaque é uma porcaria – jogou o isqueiro para o garoto enquanto falava.

Ao mesmo tempo, a viatura de Mold Metrox dobrava a esquina. Em um movimento sagaz de cabeça, o tenente via a cena. Um homem, com um pacote suspeito, acendendo algo que se assemelhava a um cigarro, conversando com um grupo de jovens. Não teve dúvidas. Só podia ser a tal entrega de tablets. A velocidade da viatura reduziu drasticamente. Pneus cantaram, enquanto subiam pela calçada. Com uma das mãos parou o carro. Com a outra, abriu a porta e em seguida tirou o cacetete do coldre.

Saltado da viatura como um bicho atacando a presa, avançou sobre o grupo na calçada. Tony não teve nem tempo de olhar. Um golpe violento já havia lhe atingido a cabeça, levando-o ao chão. Enquanto os garotos fugiam assustados, e Tony agonizava, Mold pensava:

-você vai ter que explicar muita coisa hoje.

Lá de cima da janela, Cat acompanhava a cena. No pacote só havia cerveja. Poderia ser ele agora caído na calçada. A polícia havia errado de novo. Olhou para a droga que já estava em suas mãos e pensou:

-hoje, quem vai ficar alucinado sou eu.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Contos Sujos - Confusão - Parte 2


Se você não está acompanhando este Conto Sujo, a primeira parte está logo aqui em baixo. Se está, manda bala na segunda!

Tony desceu a Central Avenue com pressa. Queria chegar logo em casa e tirar a sua roupa suja, dar seus tradicionais berros, e chutar sua velha geladeira. O diálogo com Alfred foi rasteiro:

-cerveja Alfred. Uma caixa.

-Claro Tony, está aqui - pagou, embrulhou em um saco sem identificação, e saiu rapidamente. Quando cruzou a porta, viu uma figura descendo rapidamente a rua, com um blusão surrado, cobrindo o rosto com uma toca. Não teve dúvidas, era Cat. Sem pensar, soltou um berro:

-Cat, Cat! - só percebeu o que havia feito quando viu o olhar do traficante vindo em sua direção do outro lado da rua. Sua expressão era uma mescla de pavor e raiva. Mesmo assim atravessou a rua correndo, e foi em direção ao sujeito que tentava de alguma maneira ficar o mais longe possível da calçada. Iniciaram um diálogo:

-qual é a sua? O que deu em você?-perguntou Cat aos gritos e gesticulando muito.

-quero mais daquela coisa que você me vendeu outro dia. Você disse que era forte. E realmente era, tive um sonho com.... – Cat o interrompeu.

-ei, ei não quero saber com o que você sonhou. Vá contar isso para os seus amigos – terminou o traficante.

-eu quero mais. Quero o dobro.

Cat puxou Tony e falou no pé do ouvido.
-Tenho algo, não muito longe daqui. Mas não é muito. Os caras do Baker estão fazendo ronda na área e batendo em qualquer um que tente melar o negócio deles. Mas acho que posso te ajudar.

Desceram a rua sem conversar. O lugar onde Cat guardava seu produto ficava a pouco mais de 500 metros de onde estavam. Mesmo assim, o embrulho que Tony carregava parecia pesar a cada metro que avançavam.

Chegaram a escadaria de um prédio velho, na esquina da rua. Perto dali, um grupo de jovens terminava de beber uma velha garrafa de conhaque, e dava gargalhadas chutando gato que se arrastava e insistia em rodeá-los. Cat se virou para Tony, e já subindo a velha escadaria, sussurou:

-vou lá em cima. Me espere aqui. É bom que ninguém me veja entrando com você aqui.

Continua...

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Contos Sujos - Confusão - Parte 1


Tony saiu da usina mais uma vez com um único pensamento. Chegar em casa e tomar seu tradicional porre. Para ele, nada era mais normal do que se embebedar todos os dias em que as coisas no trabalho não saíam conforme o esperado.

E o dia não tinha sido fácil. O calor era forte, e fazia com que os fornos ficassem ainda mais quentes do que o normal. O trabalho era ainda mais cansativo, pois os “chacais”, como eram chamados os gerentes de área, não davam folga. Gritavam de minuto em minuto:

-vamos! mais rápido! Precisamos cumprir a meta, senão todos perdem o emprego!

O fogo ardia, e por vezes a brasa que queimava nos fornos chegava a saltar para perdo do local de onde Tony arremessava mais madeira para as caldeiras. Em alguns momentos, não existia mais onde socar a matéria-prima, mas os chacais insistiam. Tony bufava e continuava jogando lenha.

No fim do dia, completamente sujo, não teve dúvidas. Sua primeira parada seria no mercado do Alfred, para pegar as cervejas. Se no caminho até o apartamento encontrasse “Cat”, o traficante, não teria dúvidas, compraria um tablete e terminaria a noite completamente alucinado.

No centro da cidade, uma viatura corria em alta velocidade. O tenente da polícia Mold Metrox forçava o carro que rasgava as principais ruas. E era necessário. A fama da polícia em Big City estava cada vez pior. O tráfico de entorpecentes tomava conta da cidade. As armas não paravam de chegar.

O russo Jorg Markov ficava cada vez mais poderoso. Jhon Baker comandava o cassino e a prostituição, comprava policiais e juízes. Não havia parceiro de Baker que ficasse um dia na cadeia. Colocar a mão em um de seus capangas era como assinar um pedido para morrer.

Mas Mold Metrox sabia que se colocasse a mão em algum pequeno traficante da cidade, poderia, com um pouco de “técnicas policiais” fazé-lo incriminar Baker e Markov. E uma chamada anônima indicava que alguém estava vendendo tablets no centro, e em grande quantidade. O carro corria para chegar a tempo de poder pegar alguém, se que havia alguém.

continua...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Sujos Factual-Histórias curiosas da Copa de 94


Continua o especial sobre a copa de 94. Se você não acompanhou o primeiro texto, ele está logo aqui em baixo.

O mundial foi repleto de emoção e curiosidades. Maradona saiu de campo dopado e de mão dada com uma enfermeira mas não se sabe se eles saíram pra jantar após o jogo. Oleg Salenko da Rússia e Hristo Stoichkov da Bulgária foram os artilheiros com 6 gols. Nenhum dos dois países tinha grande tradição mas ainda sim os dois se superaram e ganharam a chuteira de ouro.

Salenko, que jogava pelo Logrones da Espanha ainda teve o revés de disputar apenas a primeira fase. Já Stoichkov teve a sorte de jogar o número máximo de jogos em um mundial, que são sete, pois ajudou a Bulgária a fazer a campanha extraordinária que os levaram as semi-finais onde perderam para Itália.

Num dos gols dessa campanha, Kiriakov, meia búlgaro, levou um senhor fio terra de seu companheiro Kostadinov na comemoração. Além da Bulgária, Romênia com George Hagi e Suécia com Thomas Brolin também fizeram campanhas interessantes.

A Suécia inclusive contava com o goleiro bailarino Thomas Ravelli que não podia ver uma câmera para fazer uma gracinha. Outros grandes jogadores não podem deixar de ser mencionados como Denis Bergkamp da Holanda, Yurgen Klisman da Alemanha, e o goleiro Preud`Homme, melhor do mundial inclusive.

Escobar, zagueiro da Colômbia foi assassinado ao chegar em casa por fazer um gol contra. Outro fato curioso era a insistência de Muller, tacante do Brasil, zuar Costacurta, zagueiro da Itália, toda vez que o vencia.

Na final do mundial interclubes um ano antes os dois já haviam tido problemas e Muller não poupou o italiano quando fez o gol da vitória por 3 a 2. E depois da final de 94 nos pênaltis ele fez questão de ir congratula-lo por mais uma derrota.

O Brasil venceu depois de 24 anos, com uma seleção bem menos talentosa do que gerações da década de 80 como a de Zico, mas isso é história para daqui a alguns dias. Do ponto de vista técnico, foi uma copa bem equilibrada, tanto que foi decidida nos pênaltis.

Mas já na emoção, não perdeu para nenhuma, principalmente porque vimos a reascensão de um futebol que sempre encantou o mundo, ainda que uma mãozinha do talentoso mas arrogante atacante e papai noel Roberto Baggio.


Rob Gordon

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Contos Sujos - Jogando Bosta - Parte 3


Se você não está acompanhando este conto, as duas primeiras partes estão logo aqui em baixo. Se está, manda bala na última!

Os outros poetas chegaram a mesa onde Byron estava. O cheiro era realmente insuportável. Landon Vermal, outro representante do movimento sujo perguntou:

-Byron, o que está acontecendo? E que porcaria de cheiro é esse?

-não enche Landon – tombava a cabeça de um lado para o outro – tomei um porre, qual o problema?

-isso eu já vi. Mas parece que você se cagou todo.

Byron ficou irritado. Bebeu mais de meio copo de conhaque e respondeu com autoridade:

-Landon, eu não me caguei. Não tenho idéia de que cheiro é esse! O que sei é que a coluna no jonal ontem me cagou. Estou aqui pensando como eu vou resolver isso.

-resolveu?

-já. É por isso que tenho que ir andando. Já é tarde. Pague a minha conta, ou diga ao Melvin que quando eu vender um poema eu pago.

Enquanto falava, se levantava com dificuldade. Cambaleava. Tomou a direção da porta do bar, deu um último aceno para Melvin e saiu carregando sua bolsa. Landon, e os outros observaram enquanto se sentavam para iniciar o debate da noite.

Byron atravessou a rua ventando. Parecia que ia cair. Ficava em pé. Se escorava. A bolsa pesava. Ele se equilibrava. Viu, pelo lado de fora da livraria, através da vitrine, que pessoas discutiam lá dentro. Não teve dúvidas, Lee e Morgan estavam lá. Aumentou a velocidade dos passos e sem vacilar entrou na livraria como um trovão.

A porta bateu contra a parede. A roda de poetas se virou assustada e viu aquela figura que parecia claramente alterada. Lee só teve tempo para uma única pergunta:

-Byron, o que você está fazendo aqui?

Enquanto isso Byron já metia a mão em sua bolsa e desenrolava um jornal. Com um arremesso típico de um ex-jogador de beiseball, acertou a mesa onte todos estavam. O pacote explodiu, e uma substância pastosa se espalhou, atingindo todos. Byron se virou e foi embora correndo. O cheiro de fezes se tomou o ambiente, junto com o nojo. A coluna de Morgan e Lee estava grifada com tinta azul na folha amassada.

Eles haviam se esquecido que Byron sempre fora um cara muito literal

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