terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Sujos Factual-Segundo Sol


Às 19h20min da última sexta-feira, meu amigo Rodrigo, que divide comigo e mais cinco amigos uma pensão no Jardim Botânico, saiu da faculdade e foi abordado por um assaltante, e então Rodrigo segundo os policiais reagiu, eu não consigo ainda imaginar Rodrigo reagindo pela calma que ele sempre manteve... Atualmente ele está internado no CTI do Hospital Miguel Couto em coma induzido.

Esse texto a seguir não tem mais interesse algum,a não ser unir mais gente na corrente de amor pela recuperação de Rodrigo.

Força Rodrigo

O segundo sol vai chegar derrubando com assombro exemplar, o que os cientistas diziam se tratar de um outro cometa.

Não, Rodrigo não é mais um cometa, é um sol que ilumina a vida de muita gente, e ele vai voltar e mandar embora toda essa treva que está sobre nossas vidas.
Com um ano compartilhando da mesma casa, nós[todos os moradores] somos uma família forte. Fomos surpreendidos e ficamos assustados com a notícia.

Eu não sei chorar, não me descem lágrimas. Pra chorar, sempre fui assim a seco. Não me escorre nada salgado dos olhos, preciso das letras. Meu choro é azul-tinteiro, minha tristeza é um calo que apoio a caneta. Meus lamentos são um texto.
E há muito tempo a tristeza não me visitava com tamanha força.

A violência carioca finalmente me atingiu - antes fosse diretamente -, mas infelizmente, atingiu a um amigo, grande amigo...

Conheço Rodrigo há um ano mais ou menos, mas o convívio era enorme por dividirmos a mesma casa com mais outros amigos. Todos nós temos nossas famílias distantes, e construímos uma família alternativa. Dessa família, Rodrigo é um dos pilares da convivência, sempre alto astral condensa os momentos de boas risadas...

Quando a gente aposta em um sonho a gente abre o peito pro mundo, a gente esquece o medo, a gente tem força nos amigos e a nossa única fraqueza sincera é a saudade de casa.

De peito aberto pro amor e pras coisas do bem, assim é o Rodrigo, todos nós sabemos.

E além do mais, sabemos que o que a gente chama de problema ele passa por cima com muito estilo e leveza que sempre foi a maneira dele agir.

- Amarradão!!!

É o jargão do Rodrigo, é assim que ele sempre responde à vida e a tudo de bom que ela tem a nos oferecer.
Sempre positivo, sempre pra cima, amigo de Deus e o Mundo, literalmente, não creio que haja ninguém que queira mal a ele.

No inicio esse susto, é muito grande, a gente perde a calma, a gente pensa no pior, a gente tem medo do futuro , mas as coisas vão esclarecendo e na gente só cresce a esperança.

O que o Rodrigo, como disse amigo de Deus e do Mundo, tem a temer nessa hora? Cada um com sua fé rezando, mentalizando, a força que ele tem recebido agora é enorme.

Toda a força de vontade e saúde dele também só são mais sinais que nosso amigo sairá inteiro dessa, para saber que o Botafogo não caiu, para vir nos divertir com seu jeito único, para destruir nossas angústias e devolver as felicidades que só mesmo ele é capaz de cultivar.

Palavras do coração nunca tem nexo, é mesmo meu choro, minha oração e minha certeza por sua volta, amigo! Volta com tua luz pra iluminar todas nossas vidas! O milagre é um cultivo Rodrigo e sua força é semente e a nossa torcida é a água da chuva que fará florescer esse milagre! Da volta do nosso Segundo Sol!

Comunidade Rodrigo Kopke, lives: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=96754055

João Ninguém

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Sujos Factual-Histórias curiosas da Copa de 94


Continua o especial sobre a copa de 94. Se você não acompanhou o primeiro texto, ele está logo aqui em baixo.

O mundial foi repleto de emoção e curiosidades. Maradona saiu de campo dopado e de mão dada com uma enfermeira mas não se sabe se eles saíram pra jantar após o jogo. Oleg Salenko da Rússia e Hristo Stoichkov da Bulgária foram os artilheiros com 6 gols. Nenhum dos dois países tinha grande tradição mas ainda sim os dois se superaram e ganharam a chuteira de ouro.

Salenko, que jogava pelo Logrones da Espanha ainda teve o revés de disputar apenas a primeira fase. Já Stoichkov teve a sorte de jogar o número máximo de jogos em um mundial, que são sete, pois ajudou a Bulgária a fazer a campanha extraordinária que os levaram as semi-finais onde perderam para Itália.

Num dos gols dessa campanha, Kiriakov, meia búlgaro, levou um senhor fio terra de seu companheiro Kostadinov na comemoração. Além da Bulgária, Romênia com George Hagi e Suécia com Thomas Brolin também fizeram campanhas interessantes.

A Suécia inclusive contava com o goleiro bailarino Thomas Ravelli que não podia ver uma câmera para fazer uma gracinha. Outros grandes jogadores não podem deixar de ser mencionados como Denis Bergkamp da Holanda, Yurgen Klisman da Alemanha, e o goleiro Preud`Homme, melhor do mundial inclusive.

Escobar, zagueiro da Colômbia foi assassinado ao chegar em casa por fazer um gol contra. Outro fato curioso era a insistência de Muller, tacante do Brasil, zuar Costacurta, zagueiro da Itália, toda vez que o vencia.

Na final do mundial interclubes um ano antes os dois já haviam tido problemas e Muller não poupou o italiano quando fez o gol da vitória por 3 a 2. E depois da final de 94 nos pênaltis ele fez questão de ir congratula-lo por mais uma derrota.

O Brasil venceu depois de 24 anos, com uma seleção bem menos talentosa do que gerações da década de 80 como a de Zico, mas isso é história para daqui a alguns dias. Do ponto de vista técnico, foi uma copa bem equilibrada, tanto que foi decidida nos pênaltis.

Mas já na emoção, não perdeu para nenhuma, principalmente porque vimos a reascensão de um futebol que sempre encantou o mundo, ainda que uma mãozinha do talentoso mas arrogante atacante e papai noel Roberto Baggio.


Rob Gordon

domingo, 6 de dezembro de 2009

Sujos Factual-Histórias curiosas da Copa de 94


Aproveitando o clima de copa do mundo, OSSUJOS pisam na bola e dão uma canelada em algumas histórias interessantes da copa 94 que talvez você nunca tenha escutado. Em que assume a área esportiva do blog é Rob Gordon, o mais novo sujo no ar.

1994… O Brasil ia aos trancos e barrancos, tanto na economia quanto na política, e até mesmo no futebol. Este que é uma paixão nacional, assim como a bunda (“como” no sentido de conjunção e não no sentido do verbo comer no presente), ia de mal a pior. Perdemos pra Bolívia no céu de La Paz, derrota essa que foi a primeira em eliminatórias e só nos classificamos no último jogo graças ao baixinho Romário, que tinha sido excluído do grupo de jogadores por fazer xixi na cabeça das pessoas no hotel da concentração anos antes.

Mas enfim chegamos a esse Mundial que foi o mais emocionante da era moderna da Copa do Mundo. Sem a menor credibilidade, o time de Parreira não chegou como azarão mas também não era favorito. Tínhamos uma legião de jogadores incógnitas que tiveram a chance de provar que não eram cabeças de bagre com fase de craque em seus respectivos clubes.

Taffarel tinha fama de frangueiro e comprovou sua reputação no jogo da Bolívia já citado onde engoliu um por de baixo das canetinhas, mas Galvão Bueno, durante a copa, aliviou seu lado com a célebre frase “sai que é sua Taffarel”, e acabou fazendo o seu filme.

Os Ricardos Rocha e Gomes formavam nossa zaga titular, que parecia usar chuteiras de chumbo pois não costuma subir nas bolas aéreas. E os dois bonitões ainda fizeram o favor de se lesionarem deixando o pepino nas mãos de Aldair e Márcio Santos. Nossos cérebros dentro de campo eram Zinho e Raí.

O primeiro foi apelidado de enceradeira da copa, pelo seu futebol rotativo em torno da mesma posição e o segundo perdeu a titularidade ainda na primeira fase. Nossos grandes trunfos eram Bebeto e Romário, que atuavam na Espanha, respectivamente em Deportivo la Coruna e Barcelona, e davam um toque de experiência e qualidade ao grupo.

Amanhã este especial continua com a segunda parte.
Rob Gordon

sábado, 5 de dezembro de 2009

Cultura Suja - Violência não é só tragédia


"Violência é uma das coisas mais divertidas de se assistir." Essas são palavras de um nerd que por acaso hoje é um dos cineastas mais bem-sucedidos da nova geração. Misturando roteiros sem ordem cronológica, diálogos criativos, situações bizarras e muita violência, Quentin Tarantino começou a fazer sucesso na década de 1990, se destacando como cineasta independente. A princípio vendeu os roteiros de “Amor à Queima-Roupa” e “Assassinos por Natureza”. Depois estreou sua carreira como diretor e ator em “Cães de Aluguel”.

Agora com o reconhecimento de Hollywood, Tarantino se tornou uma valiosa figura hollywoodiana. Seu estilo estava consolidado e muito bem reconhecido. Sendo a bola da vez, teve nas mãos alguns projetos comerciais para filmar e felizmente renegou tais projetos. Se recolheu para criar o mega-sucesso “Pulp Fiction”. Bum, inúmeras indicações à vários prêmios de elenco, roteiro e direção. Ah, e tenho que mencionar que levou o Oscar de melhor direção. Quer mais? Kill Bill, À Prova de Morte e Bastardos Inglórios.

Todos excelentes filmes, com o mesmo estilo de sempre. Tarantino ama a violência, ou pelo menos a violência representada. De onde veio isso? Não sei, e também não quero saber. Quero ver o próximo filme. Tenho que tirar o chapéu pra um esquisitão que começou como balconista de locadora e terminou como cineasta bem-sucedido. Ou melhor, não terminou. O sonho de Quentin não acabou. Ainda temos muito à prestigiar do cara que via filmes e agora faz filmes.

Lilly Rose

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Sujos Factual-Entraram de Sola na Sala VIP!


Antes de tudo, um esclarecimento: Em momento nenhum pretendo exaltar a violência como caminho para resolver alguma coisa.

Mas, com essa entrada triunfal do desejo antigo por justiça dos eleitores brasileiros, derrubando tudo e todos o que encontraram pela frente. O que essa violência toda tem de louvável? Medo nos olhos dos políticos. Sentir que impunidade está com dias contados – longe ainda disso –, imagine um desses políticos de pouca expressão acertando suas pequenas corrupções, tímidas mesmo, por falta de coragem de se arriscar.

Planejava qualquer pequena falcatrua, nervoso como sempre, mas consciência limpa tramava ali com mais um ou dois comparsas. Eis, que estoura vozes ferozes, gritos por justiça pelos corredores. Os pequenos bandidos sem nada entender, desesperam em meio aquela algazarra, sentindo-se injustiçados por se verem encurralados por tão pouco.

Mas nada, os manifestantes prosseguiram, tinham alvos maiores, os pequenos bandidos ignorados na sua pouca vergonha. Aliviados por um instante será que continuariam as falcatruas, é provável que sim. Só que o medo da punibilidade agora é maior.

Esse exemplo não-real é para ilustrar que: Ninguém tem medo de CPI, Ninguém tem medo de cassação, Ninguém tem medo de capas de jornais. Mas todo mundo teve, medo de manifestantes vorazes e jovens pedindo cabeças à moda antiga.

Não à violência, mas sim aos corruptos encurralados e temerosos!

João Ninguém

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Contos Sujos - Jogando Bosta - Parte 3


Se você não está acompanhando este conto, as duas primeiras partes estão logo aqui em baixo. Se está, manda bala na última!

Os outros poetas chegaram a mesa onde Byron estava. O cheiro era realmente insuportável. Landon Vermal, outro representante do movimento sujo perguntou:

-Byron, o que está acontecendo? E que porcaria de cheiro é esse?

-não enche Landon – tombava a cabeça de um lado para o outro – tomei um porre, qual o problema?

-isso eu já vi. Mas parece que você se cagou todo.

Byron ficou irritado. Bebeu mais de meio copo de conhaque e respondeu com autoridade:

-Landon, eu não me caguei. Não tenho idéia de que cheiro é esse! O que sei é que a coluna no jonal ontem me cagou. Estou aqui pensando como eu vou resolver isso.

-resolveu?

-já. É por isso que tenho que ir andando. Já é tarde. Pague a minha conta, ou diga ao Melvin que quando eu vender um poema eu pago.

Enquanto falava, se levantava com dificuldade. Cambaleava. Tomou a direção da porta do bar, deu um último aceno para Melvin e saiu carregando sua bolsa. Landon, e os outros observaram enquanto se sentavam para iniciar o debate da noite.

Byron atravessou a rua ventando. Parecia que ia cair. Ficava em pé. Se escorava. A bolsa pesava. Ele se equilibrava. Viu, pelo lado de fora da livraria, através da vitrine, que pessoas discutiam lá dentro. Não teve dúvidas, Lee e Morgan estavam lá. Aumentou a velocidade dos passos e sem vacilar entrou na livraria como um trovão.

A porta bateu contra a parede. A roda de poetas se virou assustada e viu aquela figura que parecia claramente alterada. Lee só teve tempo para uma única pergunta:

-Byron, o que você está fazendo aqui?

Enquanto isso Byron já metia a mão em sua bolsa e desenrolava um jornal. Com um arremesso típico de um ex-jogador de beiseball, acertou a mesa onte todos estavam. O pacote explodiu, e uma substância pastosa se espalhou, atingindo todos. Byron se virou e foi embora correndo. O cheiro de fezes se tomou o ambiente, junto com o nojo. A coluna de Morgan e Lee estava grifada com tinta azul na folha amassada.

Eles haviam se esquecido que Byron sempre fora um cara muito literal

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Contos Sujos-Jogando Bosta-parte 2


Se você não está acompanhando este conto, a primeira parte está aqui em baixo. Se está, manda bala na segunda.

Byron Bilbane chegou ao Mecahn pouco depois das duas da tarde. Tinha sede. Caminhou para o balcão, e acendeu seu cigarro de filtro vermelho. Melvin, o garçon, estava de costas e nem percebeu que Byron estava ali. Começou pedindo um drink, e iniciou o diálogo:

-Melvin, um drink por favor – o garçon se virou, surpreso.

-Byron tão cedo no Mecahn. Isso não me parece bom... - respondeu o garçon.

-Não enche. Traz uma dose de conhaque. O mais barato, consequentemente o pior...

-Aconteceu algo?-enquanto servia a dose, perguntou com seriedade

Byron olhou com fúria. Melvin nunca tinha visto aquele olhar, por mais que o poeta estivesse chapado de ácido ou bebida.

-você leu a porra da coluna do jornal essa semana?

Melvin nem imaginava do que ele estava falando, mas mesmo assim explorou a conversa:

-não. Mas qual o problema com a coluna?

-aquele esquisito, e o japonês capanga dele me espinafraram no jornal. Disseram que minha arte é uma merda. Limpei a bunda com o jornal deles hoje de manhã... – já bebia o conhaque e fazia uma cara horrível a cada gole.

- relaxa Byron. Deixe sua bolsa aqui comigo, e vai lá pra sua mesa tomar seu conhaque.

Byron carregava uma bolsa. O movimento de Melvin para pegar o objeto foi interceptado e seguido de um gesto negativo feito pelo dedo do peta. Byron pegou a bolsa, o conhaque e foi até a sua mesa. Acomodou-se no fundo do bar, onde costumava ficar com os outros. Porém, desta vez, estava sozinho. E ali ficou durante toda tarde e o início da noite, bebendo e bebendo seguidas doses, hora de conhaque, hora de qualquer outra porcaria que Melvin preparasse.

O Mecahn foi enchendo devagar, conforme a noite foi chegando. A embriaguez de Byron seguia no mesmo ritmo. Quando os outros poetas chegaram, já encontraram Byron em um estado deprimente. Além de bêbado como um gambá, um cheiro horrível circulava no ambiente, o que dava a impressão de que o poeta havia perdido o controle sobre suas funções fisiológicas. Em pouco tempo, os sujos saberiam que cheiro era aquele.

continua...

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...