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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Contos - Pavôes em bando - parte 2


Se você não está acompanhando este conto a primeira parte está aqui. Se está, manda bala na segunda!

Nathan continuava ali. Era o guardião do freezer. Enquanto o tempo passava, aumentava o grau de bossalidade do assunto que era tratado do meio da roda. Claro, para quem não queria nada com aquilo era cada vez mais difícil permanecer ali. Mas ainda sim, bem ali perto, ele tinha bebida. E farta. Agora quem estava no centro da roda era Nick.

Era uma das mais populares. Claro, era também uma das mais gostosas da universidade. Até mesmo o próprio Nathan já tinha se aventurado ali sem qualquer tipo de sucesso. Mas ainda sim foi obrigado a escutar toda aquela merda:

-claro que meus pais não queriam. Mas como eu, deste jeto que vocês estão vendo, poderia deixar esta oportunidade. Tem coisas que você tem que deixar para trás, empurrar com a barriga, sei lá... nem todo mundo consegue ver o que você está fazendo. Então fica assim, eu faço o que quero, e quem acredita ou quer acreditar fica desse jeito por que quer. É por isso que eu to nessa, na crescente, vejam bem... tem gente que fica parada, até tem talento, gente que eu conheço, bem próxima... estou falando mentira? Foda-se, não é? Nós que é que sabemos e deixar ficar pra trás o que tem que ficar. Tem muita coisa nessavida que na verdade é uma grande bobeira. Beba, ai pra uma festa e esquece. Cara, vocês tão entrando agora.

As pessoas novamente concordavam com a colocação. Aquela mensagem era dirigida a alguém apesar de ninguém saber. Na verdade eram coisas que deviam ser seguidas. Pelo menos foi issso que Nathan concluiu.

E claro, sentiu asco do que pensou. Mas foi impossível também não chegar a conclusão que ele chegou:

-é claro, tem alguém nessa história. E posso apostar que é um homem. E todo homem, do lado de uma mulher, vira um saco de bosta.

Deu um trago forte na cerveja. Misturou com o que tinha disponível e tentou desviar o olhar para algo útil. Claro, estava complicado.

Continua...

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Culto e Grosso - Extremistas



Extremistas são um saco. Seja do lado em que estiverem, são um saco. Ontem o país conheceu seu novo presidente. Ou melhor, presidenta. Mas o que parece é que se trava de uma briga entre duas cores. Tanto os que venceram, que tripudiaram e esfregaram o sabor da vitória no rosto do derrotados; quanto os derrotados que engolem tudo com um sorriso amarelo. Ora bolas, nessa disputa só tem um lado que pode sair vencedor! É o lado do povo!

Não estou aqui para falar sobre política. O blog já conta com um analista que é fera. Estou aqui para comentar as manifestações e os sentimentos que tomaram parte do povo, da mídia e de alguns segmentos da sociedade. Uma batalha entre o bem e o mal. Que porra é essa? E o país, onde fica nessa história? Ondeio colocar perguntas retóricas, parece coisa de político, mas é necessário.

E os extremistas. Ah, os extremistas. Durante este tempo foi duro ter que ficar policiando cada comentário. Por que se você fala algo que desagrada a turma da estrela você é um vendido neoliberalista da high society. Agora se você fala que quer um país com mais oportunidades e igualdade para todos é a turma do papagaio que vem como uma onda te chamando de socialista.

Ainda bem que acabou. Todos querem defender o seu. Mas estamos preparados para fazer a nossa terra crescer quando não é um dos nossos que está lá? Ou só há sempre um caminho a seguir: aquele que eu acredito. Aquele que eu voto.

Quando a gente muda, o mundo muda. É hora de dar passos para frente. Ficar de cara amarrada xingando muito no twitter não resolve nada. Braços cruzados não geram trabalho, riqueza e renda. Se é com ela que vamos estar nos quatro anos, vamos trabalhar para que sejam grandes anos.

domingo, 31 de outubro de 2010

Contos Sujos - O pênis falante - parte 3


Se você não está acompanhando, as duas primeiras partes desta história estão logo aqui em baixo. Se está, manda bala na última!

O Cadillac rodou rápido por algumas ruas do centro antigo de Big City. Enquanto Leni dirigia procurando um beco escuro para estacionar o carro, Suzan lhe apalpava as pernas, subindo até as suas partes. A mulher subiu suas mãos até o meio das pernas do motorista. O motor do carro roncou.

Novamente a voz veio lá de baixo:

-para logo esse carro, para logo
Leni tentou ignorar novamente, mas o pênis era insistente:
-deixa eu sair daqui, para logo esse carro!
-aaaahhhh!!! – Leni soltou um berro.
- nossa, o que foi? – disse Suzan sem entender nada.
- tesão da porra, tesão da porra – repetiu nervoso.

Leni achou beco. Entre dois prédios. Era escuro como ele queria. Parou o carro. Suzan subiu no seu colo, já dobrando o banco para trás. As coxas da mulher ficaram expostas. Eram grossas e brilhavam com a luz da noite. O decote do vestido desceu fácil, revelando seios fartos e perfeitamente arredondados.

Parecia obra de um artista. Leni mordeu. Suzan soltava gemidos abafados. O carro balançava. As mãos do homem entraram por baixo do vestido e voltaram empunhando uma calçinha minúscula. Ao mesmo tempo a mulher abria o zíper da calça do parceiro já encaixando-se para ser penetrada. Leni escutou de novo a voz inconveniente:

-ahn lá vou eu! Agora! Agora!

Leni penetrou Suzan com força. Parecia que queria calar o seu pênis. A mulher gritava, sentindo a força dos movimentos. Mas a voz não parava:

-sim, sim! Vamo! To lá dentro! Eu sou demais!
-cala a boca! – gritou Leni novamente no momento em que soltava tudo que estava guardado há tanto tempo. Suzan olhou para ele nervosa e falou:
-que merda é essa de me mandar calar a boca?
-não foi com você que eu falei – disse constrangido
-ahn não? Estamos eu você e mais quem aqui?

Leni não sabia o que dizer. Mas, por mais louco que parecesse, disse o que se passava na esperança de não perder aquela foda:

-falei com meu pênis. Ele deu pra falar comigo deste a hora que te viu.
-ah é? Você é louco ou acha que eu sou uma idiota? Então tá, minha xota tá dizendo que é melhor eu ir embora por que você é um tarado. Me leva pra casa agora – Suzan falou vermelha de tanta raiva, enquanto se acomodava no banco do carona e se arrumava.

Leni deixou Suzan em casa. Depois que loira subiu e fechou a perto, ele escutou:

-que foda, hein?
-cala boca! Já te disse! Ou eu te enfio num lugar que você não vai se esquecer.

Desde então, Leni não conseguia mais se concentrar com aquela voz falando o tempo todo.

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