Mostrando postagens com marcador futebol. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador futebol. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Contos Sujos - A Proposta - Parte 3


David sentou e começou a digitar rapidamente. Colocou todos os documentos de lado e se concentrou. Em pouco mais de cinco minutos já estava com tudo pronto. Leu o conteúdo da mensagem três vezes para ter certeza de que estava sendo convincente. Sabia que se não conseguisse gerar o efeito esperado, sua vida se tornaria um inferno. Disparou o e-mail.

Não foi preciso mais do que cinco minutos para que o resultado aparecesse. O gerente geral do escritório o chamou para uma conversa reservada. Todos acompanharam atentamente cada movimento. O gordo veio correndo do fundo da sala, quase perdendo o ar. Parou, recuperou parte do fôlego, e falou:

- o que você fez? Você não fez uma coisa imbecil, certo? Ou fez?

David falou sem expressão:

-talvez. Vou descobrir agora.

-você não pode ter feito uma besteira, você é meu único amigo aqui, se você for embora, vou ficar com o pavão, aí eu mato esse filho da puta.

A palavra “amigo” ficou com um eco quase ensurdecedor na cabeça de David. Ele nunca havia escutado isso, desta forma. Sentiu-se desconfortável. Virou-se, e caminhou em direção a sala da direção. Abriu e a porta, e um homem o esperava. A sala estava tomada de fumaça de charuto. O cheiro era insuportável. O diálogo foi curto:

-é uma proposta muito boa

-eu sei – David respondeu com firmeza

-tenho visto o seu trabalho. Seus resultados são excelentes. Quero que você assuma a coordenação da área – disse o homem agora olhando por entre as persianas para o escritório

-logicamente terei um ganho financeiro

-logicamente – afirmou o homem com segurança

David deu um leve sorriso. Parecia que os problemas estavam resolvidos.

Continua...
Por @biancocunha

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Sujos Factual-O Futebol deve fazer política? O Futebol tem o dever de ser político


Faltei por três vezes em escrever aqui na coluna, pela minha fuga total dos calendários, noticiários. Aquele coma sintomático de fim de ano, da cama pra mesa, da mesa pro sofá, do sofá pra cama. Desculpem-me as falhas, não acontecerá novamente.

“NOTA: escrevi o texto a seguir antes do bárbaro atentado contra a seleção de Togo. Quando resolvo elogiar e eleger possíveis heróis, eles são covardemente emboscados por monstros escondidos em bandeiras ultranacionalistas(não há tribo defendendo história, não há nada de tribal e cultural em assassinos com armamento de guerra)”

A manda-chuva do futebol mundial, Srª Fifa, conta com 210 de países associados, esse número dito assim, levianamente, pode parecer relevante, porém, fazendo um comparativo com o número de países associados à ONU, nós temos a dimensão do poder que bola esporte pode exercer sobre a bola planeta.


Sem exageros podemos considerar uma Copa do Mundo o antônimo perfeito de uma Guerra Mundial.

Ronaldos, Pelé, Zidane, Maradona, Zico, Backbauer, Roger Mila, Hagi, Histo Stoistcovi. Em cada língua um embaixador, mas falta um trabalho sério para explorar positivamente essa influência.


Longe de negar o sonho, de destruir a mística do ídolo esportivo.
O futebol deve alimentar o sonho saudável de todo garoto (ou garota, efeito Marta) mas ao buscar o caminho dos gramados, deveria receber a formação do cidadão. – como acontece nas artes marciais. Os praticantes de Judô, Taekwondo cedo aprendem o respeito hierárquico aos mestres, o respeito entre os iguais e o respeito cidadão aos leigos na arte.

Já no futebol, a hierarquia não tem grande, a disciplina é rara, o mundo do futebol é cheio da malandragem negativa e faz escola.
A realidade do futebol é para poucos, e atualmente os garotos que não passam nas peneiras, se vêem, diante uma vida real dura para quem não tem nenhum preparo.

As altas cifras causam essa exploração de meninos que sem estudo e sem trabalho só encontrarão uma porta aberta, a do crime.


O futebol tem em suas mãos um grande potencial de mudança, explorado timidamente como o exemplo dos inúmeros projetos sociais movidos por jogadores consagrados.
Mas por mais louvável que sejam tais atitudes, elas ficam pequenas diante de outras realmente grandiosas, como a de Didier Drogba que investiu 3 milhões de euros na construção de um hospital para Costa do Marfim.

O futebol tem o dever de se comprometer com mais firmeza com as causas sociais, em especial à educação, que é tão absurdamente desassociada da prática esportiva.



O homem-gol é a maior referência da juventude se formos analisar todas as classes sociais, mas infelizmente é uma referência vazia. Jovens espelhados em reflexos vazios, serão em essência nosso futuro vazio.

João Ninguém

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...