Mostrando postagens com marcador fluminense. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fluminense. Mostrar todas as postagens

domingo, 5 de dezembro de 2010

Contos Sujos - Quente Solidão - Parte 3


Se você não está acompanhando este conto, leia as primeiras partes aqui em baixo. Se está, manda bala na última!

Jane estava nervosa. Continuava falando muito:

-Alec, Alec? me desculpa, não devia ter feito isso... estou arrependida, por favor, estou desesperada, entenda... o que você está fazendo. Posso falar com você? Posso ir aí? eu não sei... fala alguma coisa pelo amor de deus, seu cretino! Não quero falar daquele jeito de novo.. eu acho que eu gosto de você cara, acho... estou confusa...

Alec escutou tudo pacientemente. Não sabia o que dizer. Soltou a primeira coisa que veio a cabeça, sem pensar:

-traga a Julie aqui.
-como assim Alec, o que tem a Julie a ver com a gente?

Alec disse novamente sem explicar:

-traga a Julie aqui. Se você quiser ver, pode ficar também.
-como assim Alec, do que você está falando? - perguntou Jane
-quero ver a Julie. Tenho tesão nela.
-puta que pariu Alec, você é um filho da puta.

Jane bateu o telefone com força. Alec novamente não se preocupou. Levantou-se e saiu da posição de transe. Foi até a cozinha e preparou algo para comer. Ovos com bacon. Jogou as embalagens no chão. Enquanto o cheiro de fritura se espalhava pelo apartamento, ligou o som.

Escolheu um Blues. Jhon Lee Hooker. Comeu, se fartou. Pouco mais de quarenta minutos depois, sua campainha já estava tocando. Foi a porta, agora completamente nu, e olhou pelo olho mágico. Era jane. E estava acompanhada de Julie. Ele virou a maçaneta, e atendeu:

-olá, en...

Não deu tempo de terminar de falar. Jane aplicou-lhe um tapa com a mão espalmada. Ele fingiu não sentir. Fez um gesto para que elas entrassem. Elas entraram e se sentaram. As duas em um sofá, ele de frente para elas. Começaram um breve diálogo. Jane queria saber tudo:

-o que estava fazendo esta semana?
-pensando - disse Alec, nu, sentado e de pernas cruzadas.
-e agora o que está fazendo?
-pensando - Alec desdobrou as pernas. Seu pênis estava duro.

Julie ficou corada. Jane furiosa. Ela o repreendeu:

-vai deixar está merda desse jeito? Nos chamou aqui para isso?

Alec não respondeu. Levantou-se e foi em direção a Julie. Jogou seu corpo em cima do dela. Agarrou-lhe os seios com voracidade, quase rasgando a blusa. Enfiou sua língua como uma serpente na boca da mulher. Julie respondeu. Pegou o pênis do homem com força, fazendo um movimento rápido para cima e para baixo. Jane olhou a cena chocada e falou, boquiaberta:

-mas vocês dois são uns filhos da puta!

Não demorou muito para que fossem para a cama. Julie gritava, querendo ser atacada. Jane tirou a roupa, deitou-se ao lado, jogando o corpo de Julie para fora da cama.
Virou-se para Alec, dizendo com autoridade:

-você é um filho da puta. Mas é o meu filho da puta.

Alec seguiu revesando-se entre as duas mulheres tomadas de tesão. Tinha pensado muito durante a semana Era muito tempo. E a única conclusão a que havia chegado era que "tesão é tesão" e ponto final. Arrumou-se e resolveu sair para pensar um pouco. Sua cabeça estava uma bagunça. Uma cerveja lhe faria muito bem.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Contos Sujos - Quente Solidão - Parte 2


Se você não está acompanhando este conto, a primeira parte está logo aqui em baixo. Se está manda bala na segunda!

Do outro lado da linha, uma voz perguntou:

-Alec? Alec? me responde cara, to tentando falar com você durante todo esse tempo... eu não sei.. o que você ta fazendo Alec, você ta me escutando? Me responde porra, to desesperada pensando que você morreu. Já faz uma semana... tá todo mundo perguntando. O que tá acontecendo Alec? Me fala, preciso te ver cara, me fala...

Alec desligou o telefone. Tentou se concentrar novamente. Segundos depois o barulho irritante do telefone recomeçou. Era Jane. Insistente. Alec pensou em não atender. Mas era óbvio que a mulher estava desesperada. Se ele não atendesse, ela poderia, em alguns minutos, estar ali na porta dele, esmurrando desesperadamente para entrar.

Preferiu não correr o risco. Atendeu o telefone. Desta vez falou. Mas sua voz parecia a de um morto, sem vida, sem qualquer tipo de sentimento. Saiu seca, dolorida:

-olaaá... - falou prolongando a última sílaba, mas foi interrompido
-seu filho da puta! eu tô desesperada preocupada com você e você bate o telefone na minha cara? Seu escroto! O que que você tem dentro dessa cabeça hein? Você me come, faz o que quer e... porra! Você quer que eu vá aí na hora que sua pica quer é? Isso acabou aqui... - ela falou aos berros, engolindo sílabas e cospindo outras tantas

Foi Jane quem bateu o telefone desta vez. Mas Alec não se sentiu aliviado. Sabia que o telefone ia voltar a tocar. Ou que na pior das hipóteses, a porta dele seria derrubada a socos e ponta pés.

Concentrou-se novamente e voltou para dentro de si. Conseguiu pensar durante mais algumas boas horas sem sem incomodado. O episódio do telefone pareceu até bom. A concentração aumentou e o cansaço parecia apenas um detalhe pequeno.

Mas o que Alec pensara, havia se confirmado. No início da noite, o telefone tocou novamente. Era Jane. Parecia estar arrependida do que tinha feito. Aquilo preocupou Alec ainda mais. Aquela conversa tinha tudo para ser longa. E ele ainda tinha muito o que pensar.

Continua...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Contos Sujos-Amigão-Parte 2


Para quem está acompanhando esta é a segunda parte de mais um conto. Para quem não está, a primeira parte está logo aqui em baixo.

Marc foi direto para sua mesa. Tinha muita coisa para terminar antes que o dia chegasse ao fim. Pouco depois o pavão veio andando, ou melhor, flutuando pelo escritório. Com um leve movimento de mão, pediu a atenção de todos. Queria dizer algo. E em poucos instantes desenrolou:

-meus amigos, um minuto da atenção de vocês, por favor – deu um pulinho para cada um dos lados

Marc olhou em baixo de sua mesa. Tentou ver se encontrava uma pistola. Não achou nada, como esperava. Queria poder dar um tiro na cabeça do sujeito. O galináceo continuava:

-eu, quero convidar vocês – fazia gestos apontando para todos enquanto falava – para uma festinha lá em casa. Ninguém pode faltar. Vocês sabem onde é. Espero todos logo após o fim do trabalho.

Um sujeito gordo e de bigode, posicionado em uma mesa no fundo do escritório indagou David:

-mas vamos nos reunir por que?

David fez biquinho. Todos foram ao delírio. Ele respondeu pulando e girando:

-é que quero levantar o astral de alguns amigos do escritório. Temos que estar felizes não é? Somos companheiros de trabalho gente! Estamos juntos nessa!

Falou toda a última frase olhando diretamente para Marc. Já Marc tentou achar algo em sua mesa que servisse para jogar no infeliz. Só achou relatórios e mais relatórios. Ao mesmo tempo pensou em como faria para escapar daquela fria. Porém, o pior ainda estava por vir. David finalizou:

-a gente, só mais um detalhe. A idéia da festinha foi do Marc. Ele não é um cara bacana? Trabalha tanto e ainda pensa em todos nós! Vamos dar Upa para o Marc!

Enquanto alguns davam tapinhas nas costas de Marc, e outros o olhavam com olhar de reprovação, seu rosto ficava vermelho. Estava tão furioso que poderia quebrar David ali mesmo. Porém, preferiu ter uma conversa em particular mais tarde.

Continua...

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...