domingo, 16 de maio de 2010

Cinema Livre-O Segredo dos Seus Olhos: cinema argentino de primeira.



Obra-prima. Esta é a definição mais correta para o novo filme do cineasta argentino Juan José Campanella, o belíssimo O Segredo dos Seus Olhos. A nova empreitada do diretor de O Filho da Noiva e Clube da Lua (e que também já dirigiu episódios da série americana House) se revela um esplêndido exercício de roteiro (do próprio Campanella juntamente com Eduardo Sacheri – baseado em livro deste) e de direção.

É impressionante a habilidade com que Campanella desenvolve sua história policial de maneira cadenciada e expondo cada personagem de uma forma tão cuidadosa e sutil.
A história gira em torno de Benjamín Espósito (o magnífico ator Ricardo Darín), um oficial de justiça aposentado que decide escrever um romance baseado em um caso ocorrido há 30 anos.

Atuando na época como assistente da promotora Irene (Soledad Villamil, bela e talentosíssima), Espósito se envolveu na investigação do estupro seguido de assassinato da bela esposa de um humilde bancário (Pablo Rago). O caso toma rumos insatisfatórios e no presente Espósito mergulha em suas memórias, procura por Irene (por quem ainda se descobre apaixonado) e inicia uma busca obstinada pela verdade de toda aquela investigação.


O baixo orçamento girando em torno de 2 milhões de euros é muito bem aproveitado, com ótimos cenários (ah!, as cafeterias de Buenos Aires...), excelentes atores (vale destacar a forte presença dramática do comediante argentino Guillermo Francella, interpretando o amigo de Espósito – a cena em que ele faz um discurso sobre como nós não podemos nos libertar de nossas paixões e como isto pode ser usado para pegar o assassino é um dos momentos mais lindos que já vi no cinema) e o simples, porém preciso trabalho de maquiagem (de fundamental importância para o filme).


A fotografia e a montagem também são outros grandes acertos. A primeira, fita por Félix Monti, se mostra altamente acertada ao investir em tons escuros, (vermelho, marrom, vinho) e em sombras, demonstrando o clima denso que reina ao redor dos personagens. Espetacular também é o acertadíssimo plano-seqüência (recurso que particularmente adoro) que se desenrola dentro de um estádio de futebol durante uma daquelas legítimas perseguições de filmes policias americanos dos anos 70. A habilidade como Campanella conduz a cena é palpável.

Já a eficiente montagem, do próprio Campanella, é pausada, saltando de maneira fluida no tempo. Nada de cortes acelerados e correria, como está acostumada a geração MTV. Tudo acontece no seu devido tempo e não há pressa alguma, até que os caminhos se encerrem em um desfecho impressionante.


Vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2010 – quando todos esperavam que o favorito A Fita Branca do diretor austríaco Michael Haneke levaria a estatueta, O Segredo dos Seus Olhos se revela um filmaço, em todos os sentidos, aquele tipo de cinema clássico como dificilmente se vê hoje em dia.

Dá gosto de ver um filme latino-americano tão bom assim e com uma maravilhosa repercussão internacional.

Só me resta dizer uma coisa: parabéns hermanos.

O Segredo dos Seus Olhos (El Secreto de Sus Ojos, 2009) – de Juan José Campanella

Assista ao trailer: http://www.youtube.com/watch?v=yvJ6TEruIcc

Gabriel Fonseca

sábado, 15 de maio de 2010

Cultura Suja - Sucesso Sem Querer Querendo

Esta semana estava vendo um episódio do Chaves no YouTube e, buscando no fundo da minha memória de longo prazo, comecei a pensar: como um programa com baixo orçamento e um humor simples e inocente (coisa difícil de se ver ) conseguiu fazer tanto sucesso e ser reprisado tantas vezes? Ainda hoje, depois de alguns anos sem parar pra ver o programa, me divirto com o universo de piadas criado dentro de um humilde cortiço fictício no México.



Graças a genialidade de Roberto Gómez Bolaños, também conhecido como Chespirito, tivemos mais de três décadas de reprises em mais de 90 países e personagens imortais, continuando inclusive a atuar separadamente em programas e apresentações diversas que foram feitas depois do fechamento do original. O nome citado acima se trata do produtor, roteirista e ator principal, que interpreta o “Chaves”. Foi o verdadeiro cérebro por trás das paredes falsas e dos efeitos “trash” da Vila. Analisando o seriado mais a fundo, pode-se constatar uma bela caricatura de problemas sociais: o menino órfão, o homem desempregado, a dona-de-casa viúva e pensionista e o proprietário rico. Ou talvez isso seja apenas uma ilusão de alguém que quer ver um pano de fundo político em tudo.



Porém o humor e a inocência não foram ingredientes que coexistiram fora das telas. O programa foi lentamente se arruinando, com disputas de ego e depois dentro dos tribunais. A saída de Ramón Valdés (Seu Madruga) e Carlos Villagrán (Quico) tirou a essência mágica do seriado. A partir daí só restaram ressentimentos e brigas entre os atores e Chespirito, até que em 1992 ocorreu o fim definitivo. O sonho acabou. Só mesmo as reprises dos tempos áureos pra levantar nosso humor. Só mesmo vendo aqueles mesmos episódios que você já viu sucessivas vezes anos atrás pra se dar conta de que nem tudo que sai da TV é porcaria.


Sylvio Santos se aproveita bem disso, sempre usando o “Chaves” pra levantar a audiência do SBT em horários de audiência “fantasma”. O valor cultural de obras de arte como essa é tamanho que vira uma “alfabetização” você ligar a TV ou passar no YouTube só pra conhecer. Imagine você num grupo sem conhecer Chaves? Ou Forrest Gump? Ou Faustão? Ou futebol? Esse último não conheço, prefiro me manter silencioso. O silêncio é uma forma de ser sábio sem falar. Quanto ao Faustão, é bom você não assistir e depois criticar junto com os amigos, passando a imagem de que você é cult e intelectualizado.

Arthur Viggi

terça-feira, 11 de maio de 2010

Música Suja - Grand Funk


Descronologizando a cronologia pré-estabelecida, caminhemos, pois, às avessas na roda da História da música, destacando dois significativos fatos sobre a brilhante trajetória do GRAND FUNK RAILROAD:

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1º “O Led Zeppelin está com medo do Grand Funk”!

Foram necessariamente essas as palavras proferidas por Terry Knight, após ser agarrado pelo pescoço por Peter Grant (empresário do Led), que por sinal desligou a energia elétrica e sabotou o final da apresentação do Grand Funk. (...) Resultado:

O Grand Funk deixa o palco em meio ao uníssono da plateia a seu favor, e às vaias contra Grant.

O Led Zeppelin entra quando metade do público já havia deixado o estádio... Logo após o incidente o Grand Funk é “demitido” da tour !


2 º O Grand Funk faz em 72 horas o que os Beatles fizeram em 80 dias !

A banda esgota neste curtíssimo prazo o lote de 55.000 ingressos no Shea Stadium. O recorde, até então, pertencia a ninguém menos que os Beatles, que precisaram de 80 dias para atingir a marca. Ponto final.

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Sem mais delongas, esta série de dois textos passa longe de encerrar a fantástica carreira do Grand Funk, entretanto, destaca sua importância na História do Rock: uma banda de garagem atinge o mainstream, cai nas graças do grande público e é ferozmente criticada, quiçá negligenciada, pela imprensa, que preocupada então com o aspecto da execução técnica musical, promove a subsunção do Rock feito com verdade e tesão.

A grande banda do povo, erigiu-se como a mais genuína resposta dos Estados Unidos aos queridinhos britânicos da imprensa; Black Sabbath, Led Zeppelin e Deep Purple... para quem o Grand Funk só perdeu em um quesito: visibilidade !



Baixe aqui o Red Álbum e ouça meus sentimentos !

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Culto e Grosso - Ai ser for no meu!



A coluna de hoje será curta, pois estou irritado demais para escrever algo bem argumentado, algo para se pensar de verdade. Hoje serei bem juvenil, isso é pura raiva, é ódio, é sobre mudança de perspectiva, coisa que poucos fazem hoje em dia. Eu sei que vocês pouco fazem também, não superestimo os meus leitores, e queiram se fuder por isso. Não me superestimem também levando isso tudo a sério, ok?

Estou cansado pra caralho. Estou cansado deste povo bunda que é anti isso e anti aquilo. Estou cansado de imbecis reclamando do ponto de vista alheio, fazendo pior, roubando pior, irritando pior. Vai se fuder!

Sabe o que é escroto? Pessoas que gostam de levar vantagem, se acham inteligentes por isso, mais 'ai se for no meu'!

Sabe o que é escroto? Minorias. Anti-qualquer coisa. Racionalistas. Extremistas. Censores. Líderes. Infratores. Babacas que fazem vídeo no YouTube achando que o abacaxi que enfiou no próprio rabo é mais docinho do que o abacaxi que outro babaca está tentando enfiar no rabo alheio. Sabe quem são os escrotos? Qualquer um que se leve a sério demais!

Você leva algo a sério demais, e finge que não? Fica de piadinha, mas está toda hora se preocupando com isso? Pare de enxer o saco, caralho!

Se foda, é a mensagem do dia. Se foda! Isso não é um ataque a ninguém, é um serviço de utilidade pública. Moralista ou imoralista? Se foda! Querendo mudar o mundo? O vizinho é mais feio? Minhas bombas são melhores? Eu sou mais inteligente? Você é um imbecil? Ria por dentro, mas pare de me pentelhar. Eu posso concordar contigo (ou não), mas pare de me pentelhar.

Você responde 'Não estou falando contigo, isso é para o imbecil que ainda não entendeu que bla bla bla...', foda-se! Está pentelhando ele. Está me pentelhando. Estás auto-pentelhando-se e não percebes. Sabe o que é escroto? Você!

Deixa de ser babaca cara! Não gosta de torta de morango? Então pare de se masturbar enfiando a velinha da torta de morango acessa no cu para mostrar que isso faz mal! Simplesmente não coma a droga da torta de morango!

Ismael 'Fly' Al. Schonhorst

domingo, 9 de maio de 2010

Cinema Livre – onde todo cinema é mais que bem-vindo.


Homem de Ferro 2: O herói de lata arrasa mais uma vez.

“É muito bom estar de volta!”. É com esta frase que Tony Stark (Robert Downey Jr. retornando ao papel que o reergueu no cinema) reafirma todo o sentimento de Homem de Ferro 2. A continuação de um dos maiores sucessos de 2008 enfim chega aos cinemas cumprindo todas as expectativas que prometia e superando o original. Assim como no filme anterior, os ingredientes que lá deram certo voltam a aparecer novamente nesta nova empreitada da Marvel Studios, mais uma vez dirigida pelo super competente Jon Favreau.


Robert Downey Jr. está ainda mais engraçado, Gwyneth Paltrow doce como sempre como Pepper Potts, as cenas de ação são extremamente bem conduzidas e pontuadas dentro do bom roteiro de Justin Theroux, os efeitos especiais saltam aos olhos, Mickey Rourke convence como o vilão Chicote Negro e consegue peitar Tony Stark à altura e claro... Scarlett Johansson está incrivelmente linda, ruiva e fatal na pele da agente dupla da S.H.I.E.L.D., Natasha Romanov. Já ia me esquecendo, o empolgante rock do AC/DC está lá também.


Desta vez Tony Stark está enfrentando diversos problemas ao mesmo tempo: a tecnologia do núcleo de paládio que sustenta sua vida depois do acidente sofrido no primeiro filme começa a falhar, o governo americano começa a pressioná-lo para que ele forneça a tecnologia de suas armaduras ao Estado, o conhecido alcoolismo das HQs começa a surgir e ainda por cima Anton Vanko (Mickey Rourke) está em busca de vingança e sua sede de sangue só aumenta quando ele encontra apoio no também empresário das armas Justin Hammer (Sam Rockwell – numa excelente interpretação).

O legal de Homem de Ferro 2 é que desta vez a Marvel Studios sedimenta o universo Vingarores, inserindo elementos na trama de maneira orgânica e não mais como elementos “escondidos”. Nick Fury (Samuel L. Jackson) tem boa participação no filme e conversa abertamente com Tony Stark sobre o time de super-heróis mais aguardado de todos os tempos.


Não se pode deixar de falar do Tenente James Rhodes, o Máquina de Combate, aqui vivido pelo ótimo ator Don Cheadle (substituindo à altura o também bom Terrence Howard) que tem importância fundamental na trama – aliás a luta dele com Tony Stark na mansão do mesmo é uma cena impagável.

O grande lance que diferencia Homem de Ferro 2 de outros filmes de ação é a habilidade em inserir o humor no momento certo, com a piada certa e a preocupação em desenvolver os personagens (coisa que já havia sido feita e muito bem no primeiro filme).

Aqui, cada novo personagem que surge é bem trabalhado pelo roteiro e isto engrandece o filme.

Se você busca diversão, entretenimento de qualidade e uma boa dose de ação (a cena de Mônaco com a Suitcase Armor deveria durar meia hora!) e humor você concerteza vai adorar Homem de Ferro 2.
Tony Stark, foi muito bom ver você de volta.

obs: há uma cena pós-créditos que é simplesmente FODA.

Confira o trailer:
http://www.youtube.com/watch?v=siQgD9qOhRs

Gabriel Fonseca

sábado, 8 de maio de 2010

Cultura Suja - O Dessacralizado Matrimônio

Estou bêbado neste momento e talvez minha posição a respeito do tema tratado nesta Coluna seja duvidosa. Antes de estar bêbado, decidi que falaria esta semana a respeito de uma instituição denominada Casamento. Sendo um hábito milenar, tal como a religião, acredito que esta instituição seja tão forte quanto o ato de acordar para trabalhar. Por que temos que viver com falsos ideais de felicidade e respeitar regras de uma sociedade altamente mutável e cínica? Se você fosse um árabe poderia ter várias esposas, então por que não pode viver na sociedade ocidental e escolher ter uma vida com várias mulheres, sem se entregar ao vulgar matrimônio?




Vemos muitas famílias infelizes, com mulheres e homens infelizes que fazem seus filhos infelizes mantendo uma relação duvidosa e tão inveterada quanto um vício. Se não houvesse o compromisso do casamento, seria mais fácil terminar e tentar outra relação, sem ter que pular a barreira da consciência e da burocracia construída por uma cultura a qual muitas vezes você critica. Procure no Google "frases sobre o Casamento" e você achará muitas verdades inconvenientes a respeito do sagrado matrimônio, que já foi dessacralizado devido a maior independência das mulheres (e de homens) no atual mundo da racionalidade. Já dizia o filósofo e intelectual Arthur Viggi: “O casamento foi inventado para que as pessoas consigam enxergar o quanto já foram felizes um dia.”


Hoje você vê muitos casamentos passageiros, o que quer dizer que a maior liberdade que se têm atualmente produz escolhas sensatas que são a verdadeira chave para a felicidade. Não quer dizer que todas as pessoas que se casam são infelizes, só quer dizer que este texto critica o casamento. Não sou corno nem divorciado, mas baseio minhas opiniões em experiências de vida e arrisco uma tentativa de polemizar uma instituição da qual não participei e talvez nunca participe. Já dizia a filósofa e intelectual Isabelli Fontana: “Depois que a gente se casa, o casamento se destrói”. Não imagino como o casamento pode ser destruído antes de acontecer, mas tudo bem, acho que entendi o que ela quis dizer.


Talvez essa seja apenas uma opinião de um bêbado infeliz que vai estar arrependido de ter dito isso amanhã ao acordar. Talvez não. Mas na minha visão, as pessoas, por mais que estejam apaixonadas e quimicamente conectadas, sempre vão perder o “fogo” ao dividirem o mesmo espaço e os mesmos problemas. Você pode escolher entre ter um falso sentimento primitivo de amor eterno que no final apenas favorece a reprodução e a amizade, ou escolher uma vida feliz e descompromissada de solteiro, frequentando todos os lugares que quer e sem se preocupar em mostrar para a sociedade que você é um cara padrão com um documento assinado. Esse texto está longe de ser uma lição cult e rebelde, apenas representa a realidade da forma como um autor bêbado a vê. O que você acha? A pergunta não se refere ao fato de eu estar bêbado, mas sim ao fato de que você leitor pode expressar sua opinião a respeito do texto ou do autor, que pode estar bêbado ou não.

Arthur Viggi

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Contos Sujos - A sociedade - Parte 3


Se você não está acompanhando este conto, as duas primeiras partes estão logo aqui em baixo. Se está manda bala na última:

Novamente houve silêncio. Mas houve também dúvida. O homem ficou sem ação. Não sabia o que pensar. Alguns minutos de um silêncio perturbador e doentio se passaram. Mold estava se sentindo mal. O ar estava abafado. O clima pesado. Por fim, veio a resposta:

- que a verdade venha a mim – disse o homem, depois de um longo suspiro.

- que a verdade seja revelada - ordenou o cerimonialista

No meio do salão um aparelho de TV revelou-se. Um assistente do grão-mestre inseriu um disco. Uma filmagem amadora se iniciou. Nela, uma mulher jovial corria para os braços de um homem dando um beijo longo. Após, a edição deu um salto, indo para um quarto. A mulher lentamente tirou a roupa, enquanto o homem se masturbava na beirada da cama. Ele preparou-se para penetrá-la. Não houve tempo.

Antes que a cena fosse exibida, o homem que estava sentado diante do aparelho levantou-se, e com um chute violento golpeou o televisor, que foi ao chão. Com outros pancadas terminou de destruir tudo. Quem estava no vídeo era sua mulher, com o suposto amante. O grão-mestre se pronunciou:

-tens a verdade. Agora faça algo que a torne útil.

O homem parecia não estar satisfeito. Fora de si, gritou:

-alguém entrou naquele quarto para filmar! Me dê a verdade! Disse que me daria a verdade, e eu a quero por inteiro! Agora!

O grão-mestre levantou-se. Sereno. Impondo-se. Com um aceno de mão, uma luz iluminou um dos presentes. Era o homem do vídeo. O sujeito ficou furioso.

-seu filho da puta, eu te mato! - esbravejou transtornado

Antes que avançasse, outros dois presentes o seguraram. O líder deu suas últimas palavras:

-conhece as regras. Sabe o que acontecerá caso encoste em um co-irmão para agredi-lo. A verdade está no ato, e não em quem o praticou. Ela quis. E você já sabia disso antes. Isso tudo foi apenas para lhe mostrar a verdade. Agora use-a e mude isso, o quanto antes.

O homem se alcalmou. Havia algo mais ali que estava nas entrelinhas. Mold não conseguiu identificar. Mas sabia que em pouco tempo, iria descobrir.

*Este conto é uma paráfrase da obra de Stanley kubrick "De olhos bem fechados". O ambiente em questão é o representado na película.
*Peço desculpas aos leitores pelas duas semana sem Contos Sujos. A intenção é publicar sempre um a cada semana, e é com este objetivo que tenho trabalhado.


Marc Balender

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