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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Contos Sujos - O Jardim dos Sonhos - Parte 3


Se você não está acompanhando este conto, as duas primeiras partes estão logo aqui em baixo. Se está, manda bala na terceira!

O mendigo estudou a proposta e a pessoa que lhe pedia. Ele parecia desesperado. Japhy sabia que sensação era aquela. Mas foi duro:

-sabe onde está entrando, cara? A incerteza é um grande sonho pra mim, pena que não posso sonhá-lo.

Billy respondeu:

-quero a verdade. Nada além da verdade. Já vivi o suficiente e não tenho mais a intenção de viver essa porcaria de vida, se meu sonho não estiver crescendo. Me leve até lá, até a porta. Você não precisa entrar.
-eu nem poderia. Meu coração se tornou ruim. Seria impedido de entrar. Mas te levo até onde posso te guiar.

Os dois entraram no carro. O silêncio foi o único diálogo que tiveram durante pelo menos os primeiros 20 minutos em que o carro rodou rápido pelas ruas em direção a saída de Big City.

O tempo parecia estar mudando rapidamente. Um vento forte começava a soprar das planícies fora da cidade, e nuvens negras se aproximavam. Um cheiro de chuva forte começava a dominar lentamente o ar. A noite seria longa.

Este conto continua na semana que vem a partir de quarta feira*

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Contos Sujos - O Jardim dos Sonhos - Parte 2


Se você não está acompanhando, a primeira parte está logo aqui em baixo. Se está, manda bala na segunda!

Billy queria ver seu sonho crescendo. Não agüentava mais a espera. Havia sonhado tanto, que estava perdendo forças. E por isso queria ir ao jardim. Precisa da ajuda de Japhy. Ele acreditava que um dia ele estivera lá. E por isso foi atrás dele.

Sabia que podia encontrá-lo em algum bar de porre, ou em alguma roda de pessoas. Ele constantemente era encontrado discursando para outros bêbados e mendigos.
Não foi preciso rodar muito. Billy encontrou Japhy entrando em um bar no subúrbio de BC.

Encostou o carro e foi até a porta do Pub. Quando entrou, o mendigo já discursa com um copo de conhaque vagabundo em uma das mãos:

- vocês não sabem como é estar lá!eu estive lá seus bêbados, eu vi seus sonhos!

Outro homem no fundo do bar gritou:

-e os seus Japhy Bebum? Viu seu sonho em um copo de Dry Martini?

O bar inteiro riu do homem. O mendigo virou-se com a face sombria, mas ao mesmo tempo cético e sábio:

-se soubesse como é ver seus sonhos mortos, você nunca diria isso.

As palavras eram duras, que foi impossível não acreditar. Ele terminou o copo de conhaque e viu Billy na porta. A forma como o homem o olhava denunciava o teor da conversa que levariam. Billy chegou perto de Japhy e disse:

-acredito em você. Nenhum homem suportaria ver seus sonhos mortos.

O mendigo parou irritado:

-veio aqui para encher meu saco também?
-não, eu acredito em você. E preciso que você me leve lá – ponderou Billy

Continua...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Culto e grosso - Quando morrem os sonhos



Imagine quantos sonhos você deixou de realizar hoje. Quantas metas da sua vida não foram executadas por que faltou tempo, faltou ânimo, faltou força. Quantos são os sonhos que morrem pelo meio do caminho da vida, ou que ao nascerem, perdem a força? Definitivamente, são muitos.

Faça uma análise. O que está errado. Seus métodos? Talvez. Mas e quando a rotina suga totalmente a sua mente e por mais metódico que você seja, não há saída? Ou talvez ela exista, e o difícil é perceber, e ter coragem para acreditar nisso.

O estranho é você ter que deixar o que você escolheu, por que as regras do jogo são estas. E jogar ou não, é estar dentro ou fora. É estar preparado para conviver com uma cobrança que talvez seja ainda maior que a cobrança do patrão, dos amigos, da família. A cobrança interna. Esta sim, é sagaz, e bate forte. Se você escolheu ser livre, talvez esteja assumindo uma reponsabilidade ainda maior.

A de ser plenamente livre, e arcar com os benefícios e as perdas desta escolha. Quando você deixa as responsabilidades da vida corporativa, fatalmente encara outras.

Se existisse um lugar para guardar cada sonho morto, teríamos uma imagem emblemática. Mas apesar de ver a realidade capitalizando até os "sonhos", em forma de loterias e promessas milagrosas de vida fácil, não é disso que este texto fala. Não é de dinheiro. Aqui, são coisas significativas para a vida das pessoas. Impactantes. Quantas vezes você impactou positivamente nos últimos tempos?

Estes pequenos sonhos, que fazem parte de um sonho maior, a gente esquece de contar. Por que no fim, queremos sonhar e viver aquilo que queremos. E são estes os mais difícieis. Por que só quem sonha, compreende o significado. E a dificuldade.

Só você pode dizer qual é o seu limite. Para acreditar. E para sonhar.

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