Parte três do conto do gato. Se você não leu a segunda, ela está aqui em baixo. Se leu, manda brasa na terceira e final.
Em algum tempo, começou a ocupar a cama de Marc, e logo o dono já estava dormindo quase todos os dias no sofá da sala.
Marc estava mais cansado do que nunca, de tudo e de todos. Sua vida havia se transformado em um fardo, pesado e cansativo de ser carregado. No escritório as coisas estavam insuportáveis, e a medida que o tempo passava, David jogava todo tipo de irresponsabilidade na conta de Marc.
Este, resolvia, mas absorvia grande parte da nada fácil rotina. Certo dia, Marc chrga em casa e a TV já está ligada. Maddox estava sentado em sua poltrona, praticamente vestido em uma de suas camisas prediletas, e assistindo a um programa na TV. No jornal, ao lado da poltrona, o caderno cultural mostrava a resenha de um show de ua banda famosíssima tocando um pseudo rock cool. No alto da poltrona, o gato acionava o laptop, em seu perfil do Twitter. Chegou perto e viu o que o bichano digitava:
-o babaca que acha que é o meu dono chegou. Acho que agora ele vai cagar.
Marc, furioso, percebeu que o gato havia virado gente. Ou melhor, havia se transformado na figura de David. A fúria tomou conta de sua mente. Foi até o quarto, pegou o antigo guarda-chuvas dentro de um armário. Desencapou o objeto, caminhou lentamente até a sala, em direção a poltrona onde estava o gato. O que se escutou foi um rápido e leve gemido.
David não perdia por esperar.
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sábado, 10 de outubro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Contos Sujos-O guarda-chuva-Parte 1
O dia não começou fácil.Logo quando Marc abriu a janela de seu quarto, a chuva caía forte lá fora. Um dia inteiro de trabalho pela frente, em baixo deste temporal. Arrumou-se rápido, apesar da hora ainda não ultrapassar as 8:30 da manhã. Enquanto se vestia, ferveu a água, e abriu um pacote de biscoitos. Estavam suculentos. O chá já estava fervendo, e os biscoitos indo para o prato. Lembrou-se de olhar a agenda para rever os compromissos do dia. Reunião às 14:00hs. Pensou rapidamente na cena e concluiu:
-o que saco, vai tomar no cu. Não aguento mais essa porra.
Marc odiava pessoas. Não tinha a menor simpatia por gente. Incomodava o hábito de pensarem tanto, de cogitar tanto, de planejarem tanto. Tinha o cuidado de manter se afastado de todos e de tudo. Odiava as mulheres comprando nos supermercados, nos shopping centers, nas boutiques caríssimas, esbanjando a porcaria do dinheiro.
Odiava os babacas que utilizavam próteses penianas luxuosíssimas como carros da moda, roupas com a porra da marca de luxo e aquele telefone multifuncional avançado. Tudo para impressionar as “gatinhas”. Não conseguia manter qualquer tipo de dálogo com as pessoas sem que fosse afetado por qualquer um destes pensamentos.
continua...
-o que saco, vai tomar no cu. Não aguento mais essa porra.
Marc odiava pessoas. Não tinha a menor simpatia por gente. Incomodava o hábito de pensarem tanto, de cogitar tanto, de planejarem tanto. Tinha o cuidado de manter se afastado de todos e de tudo. Odiava as mulheres comprando nos supermercados, nos shopping centers, nas boutiques caríssimas, esbanjando a porcaria do dinheiro.
Odiava os babacas que utilizavam próteses penianas luxuosíssimas como carros da moda, roupas com a porra da marca de luxo e aquele telefone multifuncional avançado. Tudo para impressionar as “gatinhas”. Não conseguia manter qualquer tipo de dálogo com as pessoas sem que fosse afetado por qualquer um destes pensamentos.
continua...
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