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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Cultura Suja - Pequenas diferenças de Matthew Albanese



Matthew Albanese vive nos Estados Unidos, em Nova Jersey, e trabalha com a fotografia, as imagens fascinam quem as olha.


Suas fotos são de paisagens belíssimas, porém com um pequeno detalhe, uma diferença que poucos percebem, suas fotos são de maquetes surpreendentes de um mundo criado pelo próprio Matthew, um trabalho minucioso e detalhado, baseado no realismo de paisagens naturais.


Sua criatividade única junto com suas técnicas fotográficas resultam em imagens memoráveis que, se não fossem por fotos do making off, seriam difíceis de acreditar se as paisagens são reais ou não.


As maquetes são montadas em seu estúdio com materiais extremamente variados, tais como: lã de aço, algodão, produtos gastronômicos (temperos de cozinha, açúcar e outros), gesso ou cimento.


O conjunto desses materiais, que dão formas e texturas inimagináveis, juntamente a ângulos específicos, jogo de iluminação e profundidade de campo transformam-se nos lindos trabalhos de Matthew.


O making off é feito para que o artista possa descrever o processo de criação e proporcionar uma perspectiva de seu trabalho.


Trazendo mais admiração para suas obras que nem sempre duram muito tempo e as vezes são destruídas no decorrer da captação das imagens. Mas ficam imortalizadas na fotografia.

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Nane Doradinha

domingo, 31 de janeiro de 2010

Imagem Aqui - O Haiti nunca foi ali - Conheces Omayara?



O mundo anda em polvorosa. As relações no macro atingem um nível dramático. Só no Haiti, centenas de milhares sentiram o mundo cair. E nós, espectadores do oeste, assistimos ao desenrolar grudados na TV e na Web. Ontem foi um dia bonito para a esperança.

Depois de duas semanas, um homem soterrado em Port du Prince foi resgatado com vida. Um mistério que a ciência oficial pena para explicar ou talvez seja a exceção que confirma a regra científica. Disseram que ninguém sobrevive cinco dias sem água e sete sem comida. Algum corpo do terceiro mundo sobreviveu quinze!

Hoje, vemos com simplicidade o que é a globalização. Entretanto, a imagem que abre nossa conversa pode ser considerada uma das primeiras faces da mundialização do drama humano real e ao vivo pelo mundo eletrônico. A década de 1980 é marcada por um grande avanço tecnológico, principalmente, no que diz respeito às mercadorias domesticadas.

Foi por ali que a TV em cores se tornou vedete, fitas K7 saíram do primeiro mundo e povoaram todos os possíveis, o vinil avançou até ser sucumbido no final pelo CD, o vídeo-cassete trouxe o cinema para dentro de nossa casa, o cabo surgiu como alternativa, as estrelas de Holy foram para o Olímpio, os satélites passaram a voar ainda mais longe, o vídeo-game entorpeceu milhões, o computador foi transformado em microcomputador ou PC (Portatil Computer) e exibido durante o Super Bowl e consumido nos shoppings da América e Tóquio.

E a mídia foi a mãe de todos esses fenômenos fantásticos que nos trouxeram a novidade.

Esta foto foi retirada de um site. Comunhão de informação, dor e resistência. A sessão se chama “Fotografias que fazem parte da história”. O texto que segue, é original e me comoveu como há muito não me sentia. Então, shhhh!!! Segue:

Omayra Sanchez foi uma menina vítima do vulcão Nevado del Ruiz durante a erupção que arrasou o povoado de Armero, Colômbia em 1985. Omayra ficou três dias jogada sobre o lodo, água e restos de sua própria casa e presa aos corpos dos próprios pais. Quando os paramédicos de parcos recursos tentaram ajudá-la, comprovaram que era impossível, já que para tirá-la precisavam amputar-lhe as pernas, e a falta de um especialista para tal cirurgia resultaria na morte da menina.

Omayra mostrou-se forte até o último momento de sua vida, segundo os paramédicos e jornalistas que a rodeavam. Durante os três dias, manteve-se pensando somente em voltar ao colégio e a seus exames e a convivência com seus amigos.

O fotógrafo Frank Fournier, fez uma foto de Omayra que deu a volta ao mundo e originou uma controvérsia a respeito da indiferença do Governo Colombiano com respeito às vítimas de catástrofes. A fotografia foi publicada meses após o falecimento da garota. Muitos vem nesta imagem de 1985 o começo do que hoje chamamos Globalização, pois sua agonia foi vivenciada em tempo real pelas câmeras de televisão de todo o mundo.

Foto de Frank Founier

Jota de Oliveira

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