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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Cinema Livre-Assim Caminha a Humanidade: um épico inesquecível sobre gerações



Assim Caminha a Humanidade: um épico inesquecível sobre gerações
Em 1956 o diretor George Stevens fez aquele que talvez seja o seu maior filme: Assim Caminha a Humanidade, cujo título original “Giant” (Gigante) faz jus à obra em todos os sentidos.

Com quase 3 horas e meia de duração, Stevens nos transporta para um épico familiar que atravessa décadas sob o sol do Texas, lidando com temas variados como a transição dos Estados Unidos de país essencialmente agropecuário para petrolífero e tocando sem medo na ferida do preconceito (assunto incomum para a época).

Um típico drama adulto que Hollywood parece ter se esquecido de fazer. Sangue Negro de Paul Thomas Anderson conseguiu isso recentemente, com uma temática semelhante, mas isso já é outro assunto.


Na história, Bick Benedict (Rock Hudson, excelente) é um barão do gado texano que se casa com Leslie (Elizabeth Taylor) depois de conhecê-la ao negociar a compra de um cavalo com seu pai, também fazendeiro.

Leslie abandona a vida tranqüila que levava e parte para viver com Bick no escaldante Texas, mas os problemas começam quando a irmã de Bick deixa uma parte da propriedade da família para um ex-empregado seu, Jett Rink (o magnífico James Dean, que rouba o filme e faz aqui a melhor interpretação de sua curta, porém brilhante carreira – o jovem ator morreu tragicamente em um acidente de carro logo depois de concluir sua participação no filme).

Jett descobre petróleo em sua parte das terras e fica imensamente rico da noite para o dia, porém sua vida pessoal bem como a vida das pessoas ao seu redor mudará para sempre.

Assim Caminha a Humanidade é um clássico absoluto do cinema, George Stevens levou o Oscar de melhor diretor merecidamente, demonstrando sua habilidade em conduzir grandes histórias dramáticas, com um arco de tempo longo e bem definido, não perdendo a mão em nenhum instante, o que é um grande feito, haja vista a magnitude e a complexidade da trama e dos personagens. Stevens era diretor de verdade, o cinemão americano corria por suas veias.


As atuações aqui são um show à parte, o elenco está incrivelmente bem, o entrosamento entre Rock Hudson e Liz Taylor é perfeito, Dennis Hopper como um dos filhos do casal aparece aqui bem novinho, mas já demonstrando todo o seu talento como ator.

E claro, a já citada participação magnífica de James Dean – destaque para a cena em que ele recebe uma proposta de conotações duvidosas de seu antigo patrão (Hudson), tentando negociar a parte da terra que lhe foi confiada. Os gestos simples, os olhares, a maneira de andar que Dean cria para o personagem são memoráveis e tornam Jett Rink real, palpável, provando que a atenção aos detalhes define um bom ator.

A bela fotografia de William C. Mellor explora bem os desertos do Texas e as cores que compõem aquele universo tão particular – basta observar a cena em que Jett descobre um poço de petróleo – é como se um quadro estivesse sendo pintado bem na sua frente.

A música do sempre preciso Dimitri Tiomkin (o mesmo compositor da inesquecível trilha de Matar ou Morrer) é igualmente bela e compõe o filme perfeitamente.

Mas é graças ao excelente roteiro de Fred Guiol e Ivan Moffat (baseado em um romance de Edna Ferber) que tudo flui de maneira tão grandiosa, as gerações vão se passando e tudo é colocado de forma cuidadosa pelo roteiro, de maneira que você acaba se sentindo parte da família Benedict.



Assim Caminha a Humanidade é um clássico obrigatório para qualquer fã da sétima arte ou para qualquer pessoa que apenas queira ver uma boa história. Indispensável.

Assim Caminha a Humanidade (Giant, 1956) – de George Stevens
Assista ao trailer: http://www.youtube.com/watch?v=kMG_ipol-MI

Gabriel Fonseca

sábado, 28 de novembro de 2009

Cultura Suja - Cigarro: Ame-o ou Deixe-o


O hábito de fumar é cada vez mais condenado em nossa sociedade, um resultado de anos e anos de propagandas e pesquisas a respeito dos malefícios causados pelo tabaco. Apesar disso, o ritual do fumo parece resistir bravamente. Ainda hoje se vê adolescentes experimentando o primeiro cigarro e de repente adicionando o vício às suas vidas incompletas.

Que fumante da geração saúde não se inspirou em gerações passadas na hora de começar ou desistir de parar de fumar? Que fumante de hoje não ignorou o bombardeio do Ministério da Saúde ou da mídia? Para alguns ainda vale a pena, mesmo com as leis restritivas e o repúdio da sociedade.

O cigarro é tão demonizado atualmente que quando surge um novo fumante, o círculo social que o acompanha passa a vê-lo como má-influência. Menininhas ficam horrorizadas quando te vêem, pessoas viram a cara diante do seu “desvio de caráter”. Não existe paz para o fumante atualmente.

Esta só existiu para James Dean, Sid Vicious, Elizabeth Taylor, Paul McCartney e outros propagadores ambulantes do careto.

O objetivo desta matéria não é embelezar ou demonizar a imagem do cigarro. Apenas queremos refletir a respeito da realidade da questão. Faz mal à saúde física, mental e social? Sim. É um vício extremamente difícil de largar? Sim. Dá prazer? Sim. Te deixa pobre? Sim. Eu vou parar de fumar? Sim. Porém voltarei em 2012 já que o mundo vai acabar. Nada como morrer fumando.

Lilly Rose

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