quinta-feira, 29 de julho de 2010

Música Suja - Hooverphonic




O Hooverphonic foi formado em 1995 pelo trio belga Alex Callier, Frank Duchêne e Liesje Sadonius. Inicialmente foi chamada de Hoover, e foi amplamente influenciado pelo Trip Hop e pela música eletrônica que explodiu na década de 90 na Europa.

Entre as principais influências do Hooverphonic estão outras duas bandas estouradas no cenário alternativo: Massive Attack e Portishead. Em 1998, o grupo trocou sua voz, e a nova cara da banda passou a ser a exótica Geike Arnaert que aparece na foto acima.

Depois que a música 2wicky entrou na trilha sonora do longa “Beleza Roubada”, de Bernardo Bertolucci, a banda estourou de vez.

A partir de então, as composições dos belgas tornaram-se trilhas sonoras frenquentes de séries de TV como CSI: Crime Scene Investigation e Cold Case, além de figurar nas soundtracks de outros filmes e programas de televisão.

Porém em 2008 a Vocalista Geike deixou a banda, que até hoje continua em busca de uma nova vocalista. Mas ainda sim,vale a pena curtir o som deles.

Aqui ficam duas músicas do Hooverphonic:

Mad About You


You Hurt Me


Mad About You

Feel the vibe,
feel the terror,
feel the pain
It's driving me insane
I can't fake
For God's sake, why am I driving in the wrong lane?
Trouble is my middle name
But in the end I'm not too bad
Can someone tell me if it's wrong to be so mad about you?

Mad about you,
Mad...

Are you the fishy wine who will give me a headache in the morning
or just a dark blue land mine that will explode without a decent warning?
Give me all your true hate and I'll translate it in our bed
into never seen passion, never seen passion
That is why I am so mad about you

Mad about you,
Mad...

Trouble is your middle name
But at the end you're not too bad
Can someone tell me if it's wrong to be so mad about you?

Mad about you (4x)

Give me all your true hate and I'll translate it in our bed
into never seen passion
That is why I am so mad about you

Mad about you (6x)

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Imagem Aqui - Bola Gato




Talvez a notícia do dia tenha sido um jornal. A capa do Meia Hora de hoje repercutiu forte nas mídias sociais. A foto da bola e do gato, conectada à manchete viralizou rapidamente pela rede, junto com a chamada carregada de ironia. A análise do Meia Hora é interessante para quem trabalha com comunicação.

O jornal bate contra muito do que é ensinado nas escolas de comunicação. A manchete bombástica, o sensacionalismo e o sangue que escorre das matérias são alguns dos elementos chave do diário. Além disso, a estrutura é claramente voltada para um público popular, que tem pouco tempo para ler, e quer se informar de forma rápida.

A combinação com a internet é chave. A manchete explode e em alguns minutos, mesclando visual e texto se espalham. Mesmo que você por ventura não se interesse pelo jornal, acaba lendo por achar graça, ou por ser completamente inusitado.

O ponto é que o Meia Hora parece caminhar atualizado com andar das mídias. Notícias rápidas, com grau de apelo e atenção elevado e combinação de veículos. Além disso a visão é de produto. As manchetes estão mais para chamadas de anúncios publicitários do que propriamente para jornalismo. Ver informação como valor é fator chave e de sucesso nesse caso.

O que ao meu ver deve ser o que acontece. No lugar de jornalistas, publicitários e criativos, criando a cara do produto e seus atributos. O resumo dessa história é que você pode até não gostar do jornal, mas uma coisa é fato: deve ser divertido trabalhar lá.

Marc Balender.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Culto e Grosso - Mamãe, não quero ser o Mogli! - Post 2

Segundo post da série com a lista e as imagens das capas:

1. Obscura - Gorguts
2. Trout Mask Replica - Captain Beefheart & the Magic Band
3. The Crucible - John Zorn
4. Fas: Ite, Maledicti, in Ignem Aeternum - Deathspell Omega
5. Naked City - Naked City
6. Disco Volante - Mr. Bungle
7. Blood Inside - Ulver
8. Book M - Secret Chiefs 3
9. 17 Lyrics of Li Po - Harry Partch
10. Tago Mago - Can
11. Earth 2 - Earth
12. Monoliths & Dimensions - Sunn O)))
13. Interstellar Space - John Coltrane
14. 81:03 - Antarctica
15. Frances the Mute - The Mars Volta
16. Dawn of the Devi - Sun City Girls
17. Sun City Girls - Sun City Girls
18. Tenshi no Gijinka - Keiji Haino
19. Absinthe - Naked City
20. Eskimo - The Residents

Trout Mask Replica - Captain Beefheart & the Magic Band


Frances the Mute - The Mars Volta



Tenshi no Gijinka - Keiji Haino



Naked City - Naked City


Disco Volante - Mr. Bungle



Monoliths & Dimensions - Sunn O)))


Eskimo - The Residents


The Crucible - John Zorn



Obscura - Gorguts


Earth 2 - Earth



Sun City Girls - Sun City Girls



Book M - Secret Chiefs 3



Tago Mago - Can


Interstellar Space - John Coltrane


Absinthe - Naked City



81:03 - Antarctica



17 Lyrics of Li Po - Harry Partch


Blood Inside - Ulver


Fas: Ite, Maledicti, in Ignem Aeternum - Deathspell Omega




Ismael 'Fly' Al. Schonhorst

Mamãe, não quero ser o Mogli!





Estou cansado de falar com amigos e ver que por mais mente aberta que eles sejam, a maior parte ao gostar de um músico, de uma banda, de um cineasta, de um autor, ou do que seja, terá apenas entrado em contato com o mais famoso, o mais influente, o mais citado álbum de tal pessoa. Todos seguindo os 1001 álbuns, os 100 melhores filmes, os 100 mais influentes livros...

E o resto? Cadê as coisas boas que vão além das listas e seus infames conhecimentos? Antes de mais nada, fique claro que eu adoro listas, fui criado na geração dos mixtapes, e adoro High Fidelity. Mas o papo hoje vai além...

Não fiquem somente nas listas e nos mais famosos. Quer exemplo? Curtiu Surrealistic Pillow? Baixem Crown of Creation. Feed your head, dudes!
Não se contentar com o Essencial é ser genial. Listas e recomendações deveriam ser caminhos, não limitadores. Escolha os teus Essenciais!

Se não por mais amplo que seja o tenho conhecimento, ainda será apenas um modelo, e estaremos todos ouvindo, lendo e vendo as mesmas coisas.
Não se engane, existe padrão de pensamento mesmo nos meios alternativos. Se tu seguir apenas TOPs estarás sendo igualmente um robô ou zumbi.

Como comecei falando sobre música vou dar algumas dicas de álbuns e compositores que gosto e são bons expandores de mentes e gostos. Estarei sendo hipócrita em falar para não seguirem apenas listas e depois escrever uma? Talvez, mas acho que não.

Esta lista não é para vocês ouvirem religiosamente e ficarem nela, mas sim para vocês ouvirem, tentarem entender, apreciarem, irem atrás de outros álbuns dos músicos indicados, irem atrás de outros álbuns no gênero deles, irem atrás de álbuns que tiveram influências neles ou influenciaram eles, ou apenas discordarem dizendo que está uma bosta a seleção (mas argumentando o motivo, por favor).

Este post continua ainda hoje.

Ismael 'Fly' Al. Schonhorst

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sujos Factual - A Volta


Foi impossível não voltar a escrever depois do que aconteceu na manhã deste domingo. Depois de liderar grande parte da prova da Alemanha, em mais uma etapa da Fórmula 1, o piloto brasileiro Felipe Massa recebeu uma ordem dos boxes para deixar seu “companheiro” de equipe passar.

A ordem foi dada depois que o espanhol Fernando Alonso reclamou com os boxes da Ferrari que Massa estaria dificultando sua passagem.



O brasileiro abriu caminho, iniciando mais um capítulo grotesco daquele que já foi considerado um dos esportes mais charmosos do mundo. Há muito o que se comentar em termos esportivos, mas aqui o foco será outro. Ao final, Massa se disse profissional ao abrir caminho, seguindo a ordem que veio de cima.

Ora bolas, até que ponto você deve se submeter cegamente as ordens que seu patrão lhe dá? A hierarquia e um punhado de dinheiro são mais importantes que a ética?


A Ferrari, como uma grande empresa que é deveria ter pensado no quão negativo é não se importar com a forma, e vislumbrar apenas os resultados. A repercussão foi negativa tanto em sites por todo o mundo, quanto no Twitter onde muitos amantes das corridas e apaixonados pela montadora ficaram furiosos com a atitute da equipe ialiana.

E Massa, deu uma prova de que é tão vencedor quanto Barrichello.

Só Galvão Bueno para defender um circo bizarro como esse.
Os Sujos voltaram.

domingo, 13 de junho de 2010

Cinema Livre - Amor Sem Escalas: um dos melhores filme de 2009


Em 2006 ele dirigiu Obrigado por Fumar, uma ácida análise sobre as corporações de tabaco norte-americanas. Em 2007 ele dirigiu o excelente Juno, sucesso de público e crítica que tratava do complexo universo adolescente e da famigerada gravidez antes da hora. Recentemente, em 2009, ele dirigiu o espetacular e originalíssimo Amor Sem Escalas, indicado a 6 prêmios do Oscar (melhor filme, diretor, roteiro, ator para George Clooney e atriz coadjuvante para Vera Farmiga
e Anna Kendrick).


Eu estou falando de Jason Reitman, um jovem diretor canadense que vem se firmando no novo cenário do cinema e cada vez que ele se propõe a filmar algo já é sinal de coisa boa vindo no ar.
Neste Amor Sem Escalas (o título original é “Up in the Air”, algo como “no ar” ou “nas alturas”), George Clooney é Ryan Bingham, um homem frio que adora o seu trabalho. Ele é funcionário de uma empresa que é contrada por outras empresas ou corporações para demitir pessoas. E é isso que Ryan faz, viaja de avião por todo lado e diz na cara de alguns honestos trabalhadores americanos que seus serviços não são mais necessários. Seria cômico, se não fosse trágico.


É quando então as coisas começam a mudar e duas mulheres entram na vida de Ryan. A primeira é Alex (Vera Farmiga), uma versão de saias do próprio Ryan, que como ele passa mais tempo viajando do que em casa. Haverá ali um interesse mútuo, mesmo que sem comprometimento. (atenção para o travelling que segue de costas e nua a maravilhosa Farmiga em uma cena sensual – é algo simplesmente impressionante!). A segunda é Natalie Keener (Anna Kendrick), uma arrogante nova funcionária da empresa em que Ryan trabalha. Ela desenvolveu um sistema de videoconferência onde as pessoas poderão ser demitidas sem que seja necessário deixar o escritório. Este sistema, caso seja implementado, põe em risco o emprego de Ryan. Ele passa então a tentar convencê-la do erro que é sua implementação, viajando com Anna para mostrar a realidade de seu trabalho.

A partir dessa premissa original (que dialoga com a atual situação econômica americana – nada melhor que uma crise dessas para que Ryan viaje muito, junte milhas e demita bastante pessoas), o diretor Jason Reitman consegue estabelecer uma excelente dinâmica entre os personagens e demonstra estilo com sua câmera em momentos quando por exemplo realiza planos detalhes com cortes rápidos, ao demonstrar a atitude metódica de Ryan ao arrumar as malas. O roteiro, também de Reitman, equilibra bem algumas boas piadas com os momentos dramáticos. E é exatamente nestes momentos, que o filme se revela muito mais do que parece ser.



O título brasileiro engana, o romance passa um pouco longe dessa magnífica comédia dramática. Amor Sem Escalas é profundo, é filosófico, é reflexivo e é pesado. Digo isso não pelo fato do filme ser violento ou conter cenas ardentes de sexo, mas diante das temáticas que ele decide abordar e dos rumos que a história e o destino dos personagens tomam não há como negar a alta densidade da película. Amor Sem Escalas é daqueles filmes que quando terminam, te fazem parar e pensar na sua própria vida e na vida das pessoas ao eu redor. E quando um filme consegue fazer isso, quando ele consegue se estender para além daquelas duas horas em que você ficou dentro da sala de cinema, você pode dizer que esteve diante de um filme diferenciado. Uma mensagem foi passada. Uma bela mensagem por sinal.

Amor Sem Escalas é acima de tudo um filme sobre pessoas, sobre as relações entre elas, sobre o que é felicidade para cada um de nós e como lidamos com ela.
Jason Reitman deu o pontapé inicial para que você pense exatamente se você está guiando a sua vida para o lado certo.
Basta apenas que você compre sua passagem e embarque nesta viagem.

* Amor Sem Escalas já está disponível para locação em DVD e Blu-Ray.
Amor Sem Escalas(Up in the Air, 2009) – de Jason Reitman
assista ao trailer: http://www.youtube.com/watch?v=e7k6FwXJhNk

Gabriel Fonseca

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Cultura Suja - O "Plonk" do Punk

O punk foi um movimento social, musical e cultural originado nos Estados Unidos em meados dos anos 70. Sendo artisticamente representado por bandas como Stooges, Ramones e New York Dolls, os adeptos dessa nova corrente pregavam a rebeldia estética e comportamental, o niilismo, a anarquia, a despreocupação, o sarcasmo. Foi uma reação da classe trabalhadora contra a “paz e amor” dos hippies, ao mesmo tempo em que incorporava o estilo de vida simples com uma grande marca de pessimismo.


Logo este movimento se expandiu também por toda a Europa, deixando rastros principalmente na Inglaterra, onde surgiram duas grandes bandas chamadas “Sex Pistols” e “The Clash”. Músicas minimalistas, com mais ou menos três acordes, compuseram o repertório de todas essas bandas. Os discos “Never Mind The Bollocks, Here`s the Sex Pistols” e “London Calling” devem ser ouvidos e re-ouvidos para que se entenda a ruptura feita com o rock progressivo e incrementado da época.



Depois da década de 70 o punk rock deu origem a várias vertentes, algumas delas são claramente distorcidas e nada tem a ver com o movimento original. O “Hardcore” surgiu com ainda mais agressividade e rapidez. O “New Wave” surgiu com arranjos diversificados, incluindo teclados e sintetizadores. Tem também o controverso “Pop Punk”, vertente surgida na década de 90, muito comercial e pouco criativa. Paradoxalmente, a música que nos anos 70 era feita por grupos suburbanos passou a ser feita por músicos de classe média que falavam de temas adolescentes.


Chamar “Green Day” de música tudo bem, mas falar que isso é punk rock é uma grande ofensa. Os caras fazem baladas aceleradas, com um som limpo e engomadinho, falam de amor de novela, e por isso não merecem essa etiqueta. Essa é a melhor palavra que se pode usar. São produtos da mídia, puro fetichismo de mercadoria. E isso vale para todas as bandas parecidas que tem surgido por aí. Já disse o próprio Johnny Rotten (Lydon): “Green Day não é punk, é plonk (gíria inglesa para mercadoria)”. Agora se quer ter um bom entretenimento ouça a música dos anos 70 do The Clash, que alternou peso com leveza, adicionou boas pitadas de reggae sem ter que seguir aquele padrão de música que emplaca em "Malhação". Ou então se acha tudo uma merda e quer ouvir sua insatisfação convertida em música aconselho ouvir "Sex Pistols" em alto e bom som.

Clipe de "Rock The Casbah", grande sucesso do The Clash

*Todos os direitos são do artista e Ossujos não ganham nada com a reprodução das obras
Arthur Viggi


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